domingo, 15 de fevereiro de 2015

Viver Melhor




Todos queremos ser felizes, viver melhor.
Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.
Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de Deus em todos.
E quem serve só para si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.
Para isso, não precisa você condicionar-se a alheios pontos de vista.
Engaje-se na fileira dos servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.
E tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Procure a paz, garantindo a paz onde esteja.
Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.
Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.
Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra.' Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, o engano é seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.

Autor: André Luiz - Médium: Chico Xavier

sábado, 14 de fevereiro de 2015

CARNAVAL, ÓPERA DE RUA

Um desses seminários, cujo tema era - Motivação e Criatividade -, ficou marcado indelével pela genialidade do seu apresentador - o consagrado carnavalesco Joãozinho Trinta. A ginga do passista e a magia do futebolista brasileiro são embaixatrizes da cultura de um povo, que  fez de sua incorrigível alegria o reluzente brilho da Marca Brasil.  Da riquíssima diversidade das formas de expressão do carnaval - fantástica ópera de rua - nosso enfoque vai para as escolas de samba, cujo pioneirismo pertence a "Deixa Falar" fundada em 1928, pelos sambistas  Ismael Silva, Bide, Brancura, entre outros. Do Criador à criatura, da pobreza à riqueza, da tradição à inovação, da flora à fauna, da história à geografia e da antiguidade à atualidade, surgem temas que se transformam em samba enredo  -  espinha dorsal do desfile - gerador do maior espetáculo de artes ao ar livre do planeta azul.

Faustino Vicente com Joãozinho Trinta
A análise gerencial, do cotidiano das escolas de samba, revela a aplicação de conceitos de consagrados especialistas mundiais, em gestão da excelência, como por exemplo o PDCA de Deming, a adequação de uso com satisfação do cliente de Juan, as equipes de trabalho de Ishikawa, a filosofia de Crosby, e os sábios ensinamentos de Peter Drucker. A empregabilidade, habilitada eclética do profissional moderno, também desfila nas avenidas deste país continente, pois os foliões sabem sambar, cantar, fazer evoluções e interpretar o personagem que representa no contexto "É Campeã". Motivada a galera se levanta, estufa o peito e solta o tão aguardado grito de...é Campeã, é Campeã, é Campeã!!!. "Por alguns instantes o sonho da igualdade universal acontece" (grifos meus), no verso do poeta, no som inconfundível do tamborim, no largo sorriso das passistas, na mistura das raças, credos, hierarquias, profissões e classes sociais.  

Nessa hora a emoção fala mais alto e a adrenalina vai e mil, pois é o reconhecimento, e a valorização, do árduo trabalho de milhares de pessoas - a grande maioria anônima - que durante o ano todo se desdobra nas tarefas do barracão, na confecção das fantasias e das alegorias e participa dos ensaios na quadra  Colocar na passarela milhares de sambistas, com perfeita noção de tempo e de espaço, gerenciar o escasso orçamento da agremiação requer, sem dúvida alguma, muitas muita criatividade para provocar efeitos especiais de baixo custo. Deve haver muita harmonia entre o planejamento estratégico e o "jogo de cintura" dos dirigentes, para lidar com pessoas de características tão diversificadas. Da leveza das evoluções da porta-bandeira à agressividade das batidas do surdos, podemos assistir a uma aula singular de MBA ( Master of Business Administration) que, simbolicamente, podemos traduzir por: doutoramento tupiniquim.
Para que as organizações de todos os portes e segmentos, possam agregar valores com o estilo interativo das escolas de samba, basta que seus executivos deem oportunidades (iguais) para que funcionários possa revelar e desenvolver todo potencial empreendedor. Sendo o carnaval brasileiro, através de suas mais variadas expressões regionais, a nossa internacionalizada manifestação cultural, encerramos com o seguinte alerta: "Vamos explorar o turismo, não o turista". 
Fonte: Faustino Vicente - consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado. - Portal da Família


Digitação e postagem: Iracema Alves - jornalista cadeirante.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

BALANÇO É CAMINHO PARA BENDINE SE FIRMAR NA PETROBRÁS

Lu Aiko, Isadora Peron, Rafael Moraes Moura/ Brasília - Jornal  O Estado de São Paulo
Depois da reação negativa do mercado à escolha de Aldemir Bendine para comandar  a Petrobrás, o governo quer mostrar que o novo comando foi a melhor solução possível. A superação da impressão negativa se apoia em grande parte no novo diretor financeiro, Ivan de Souza Monteiro, respeitado no mercado por haver realizado operações bem sucedidas de captação externa para o Banco do Brasil. A primeira tarefa para a qual a primeira dupla de dirigentes da Petrobrás está escalada é publicar o balanço  de 2014. A indefinição quanto à divulgação dos dados, uma obrigação de acompanhar abertas como a estatal, foi o que desencorajou os executivos do mercado a assumir a missão de presidir a companhia. Se as contas não forem fechadas e publicadas até junho, os credores da Petrobrás ganham o direito de cobrar antecipadamente dívidas que só venceriam no futuro. Evitar essa situação é um problema tão crucial que a presidente Dilma Rousseff escalou o ministro da fazenda, Joaquim Levy, para cuidar dessa questão. O fechamento do balanço depende de algo que não existe em lugar nenhum do mundo: estabelecer um mecanismo que permita contabilizar, de forma crível e transparente, as perdas sofridas por causa dos desvios de recursos que são objeto de investigação da Operação Lava Jato. Orientada por Levy, a Comissão de valores Mobiliários (CVM) vem dialogando com sua correlata norte-americana, a Security Exchange Comision (SEC), para encontrar uma fórmula. 
Reforço. Com bom trânsito no mercado internacional e na SEC, Monteiro é considerado um reforço de peso para essa tarefa. Mas o próprio Bendine vai se enfronhar ao máximo no assunto. Ele pretendia passar o fim de semana sem reuniões de trabalho, apenas lendo documentos para, amanhã, dia  9/02/2015 começar a trabalhar na Petrobrás com força total. O mesmo seria feito pelo mesmo diretor financeiro.  Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, cabe a Bendine dar sinais de que conseguirá equacionar a questão do balanço e, com isso, reduzir as desconfianças do mercado. " A bola está com ele", afirmou o petista. Bendine é visto dentro do governo como um trunfo em outra frente problemática da empresa: a obtenção de crédito. A seu favor, ele conta com o fato de ter presidido o maior banco da América Latina e, por isso, contar com boas relações no mercado financeiro.  Outro ponto a favor de Bendine é o fato de ter alcançado resultados positivos à frente do banco. Sob seu comando, o BB triplicou a sua carteira de crédito, de R$ 241 bilhões para R$ 730 bilhões,  passando a responder por 21,1% dos empréstimos no mercado nacional. Nessa estratégia de trazer mais recursos à estatal, Bendine colherá frutos do trabalho da antecessora, Graça Foster. Numa situação ofuscada pelos escândalos  políticos , ela recolocou a empresa na rota do aumento da produção de petróleo.
A despeito da queda dos preços internacionais, a commodity será uma garantia importante para novos empréstimos.  Contra Bendine pesam o controverso empréstimo de R$ 2,7milhões  à socialite Val Marchiori, agora investigado pelo Ministério Público, e uma multa paga à Receita Federal por não comprovar a origem de cerca de R$ 280 mil do patrimônio declarado em seu imposto de Renda.
Digitado e postado por
Iracema Alves - jornalista cadeirante, dia 12/02/2015 às 23;35 horas

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS: A HIPÓTESE DE CULPA PARA O IMPEACHMENT

Pediu-me o iminente colega José de Oliveira Costa um parecer sobre a possibilidade de abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. Por culpa, em direito, são consideradas as figuras de omissão, imperícia, negligência  e imprudência. Contratado por ele - e não por nenhuma empreiteira - (grifos meus) elaborei parecer em que analiso o artigo 85, inciso 5º da Constituição (impeachment). Analisei também os artigos 37,  parágrafo 6º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e parágrafo 5º (imprescritibilidade das ações e de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa - repito: imprudência, negligência, imperícia  e omissão - ou dolo). É a única hipótese em que não prescreve a responsabilidade do agente público pelo dano causado. Examinei, em seguida, o artigo 9º, inciso 3º, da Lei do Impeachment (nº 1.079/50 com as modificações da Lei nº 10.028/00) que determina: "São crimes de responsabilidade contra a probidade de administração: 3 - Não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição.
A seguir, estudei os artigos 138, 139 e 142 da Lei das SAs, que impõem, principalmente no artigo 142, inciso 3º, responsabilidade dos Conselhos de Administração na fiscalização da gestão de seus diretores, com amplitude absoluta deste poder (grifo meus). Por fim, debrucei-me sobre o parágrafo 4º, artigo 37, da Constituição Federal, que cuida da improbidade administrativa  e sobre o artigo 11 da Lei nº 8.429/92, que declara: " Constitui ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. Ao interpretar o conjunto dos dispositivos citados, entendo que a culpa é hipótese de improbidade administrativa, a que se refere o artigo 85. inciso 5º, da Lei Suprema dedicado ao Impeachment. Na sequencia ao parecer, referi-me à destruição da Petrobrás, reduzida a sua expressão nenhuma, nos anos de gestão da presidente Dilma Rousseff como presidente do Conselho de Administração e como presidente da República, por corrupção ou concussão, durante oito anos, com desfalque de bilhões de reais, por dinheiro ilicitamente desviado e por operações administrativas desastrosas, que levaram ao seu balanço não poder sequer ser auditado.
Como a própria presidente da república declarou que, se tivesse melhores informações, não teria aprovado o negócio de quase US$ 2 bilhões da refinaria Pasadena (nos Estados Unidos); à evidência, restou demonstrada ou omissão, ou imperícia ou imprudência, ao avaliar o negócio. E a insistência, no seu primeiro e segundo mandatos, em manter a mesma diretoria que levou à destruição da Petrobrás está a demonstrar que a improbidade por culpa fica caracterizada, continuando de um mandato ao outro. À luz desse raciocínio, exclusivamente jurídico, terminei o parecer afirmando haver, independentemente das apurações dos desvios que estão sendo realizados pela Policia Federal e pelo Ministério Público (hipótese de dolo), fundamentação jurídica para o pedido de impeachment (hipótese de culpa). Não deixei todavia, de esclarecer que o julgamento do Impeachment pelo Congresso é mais político que jurídico, lembrando o caso do presidente Fernando Collor, que afastado da Presidência pelo Congresso, foi absolvido pela Suprema Corte. Enviei meu parecer, com autorização do contratante, a dois eminentes professores, que o apoiaram (Modesto Carvalhosa, da USP, e Adilson Dallari, da PUC-SP ) em suas conclusões.
Ives Gandra da Silva Martins, 79 anos, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie
Digitação e postagem: Iracema Alves - jornalista cadeirante

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Serenata Rimpianto

Enrico Toselli foi um pianista e compositor italiano que nasceu  em Florença no dia 13 de março de 1883 e morreu também nesta cidade em 15 de janeiro de 1926 1926.

Autor de inúmeras obras muitos populares em seu tempo, mas a mais conhecida é a sua Serenata “Rimpianto” (lamento em italiano) op. 6 nº 1 que foi composta para vários instrumentos.

Ele mesmo fez a adaptação para violino e piano, atendendo a vários pedidos. Estas adaptações agregaram muito mais encanto a a composição original que se converteu hoje como um ícone da música romântica. 

Também compôs duas operetas: a La Cattiva Francesca  e a Principessa bizzarra

A fama de Toselli não deriva em grande parte de sua capacidade musical, mas de sua fuga escandalosa com Louise arquiduquesa da Áustria, a ex-princesa da Saxónia, em 1907. Ela tinha abandonado anteriormente seu marido, Frederico Augusto da Saxônia, e eles se divorciaram 1903. O ex-marido tornou-se rei da Saxônia, em 1904.

O casamento de Toselli terminou em divórcio em 1912. Eles tiveram um filho, Carlo Emanuele (7 de Maio 1908-1969).

As memórias de Toselli de seu casamento foram publicados em francês depois de seu divórcio.

Para saber mais clique aqui




Y … aquí tenemos  la letra traducida al español de esta romántica canción:
Como un sueño de oro
está grabado en el corazón
el recuerdo de aquel amor
que ya no existe más
Esa visión fue
como una dulce sonrisa
que hace más feliz
con su brillo nuestra juventud
Pero fue muy breve en mí
la dulzura de esa felicidad, desapareció
ese hermoso sueño de oro
dejando en mí el dolor.
Oscuro es el futuro, siempre más tristes
los días, la juventud pasada lamento,
solo me queda tanto
lamento amargo y dolor en el corazón


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cadeirantes brasileiras contam em blogs como é a vida no exterior

Países desenvolvidos oferecem mais acessibilidade para deficientes. Brasil ainda está muito atrás de países como Estados Unidos e Canadá.



Quase 46 milhões de brasileiros têm alguma deficiência física. Por aqui, a vida deles pode ser cheia de obstáculos, mas, em alguns países, as cidades estão cada vez mais acessíveis.

Quantas vezes você viu um cadeirante circulando pelas ruas brasileiras sozinho, sem precisar da ajuda de ninguém? Totalmente independente? E quantas vezes você entrou em um restaurante, e foi atendido por um garçom surdo e mudo?

Quanto mais um país é desenvolvido, mais condições ele oferece para uma pessoa com deficiência levar uma vida normal. E é por isso que nos Estados Unidos, em países da Europa e também no Canadá, é muito mais comum ver pelas ruas pessoas com necessidades especiais do que no Brasil.

É a situação de três brasileiras: Regina é arquiteta, Michele é estilista, e Mila, publicitária.


Michele Simões: Nas ruas do Brasil, pelo menos de São Paulo, eu não consigo andar sozinha.

Fantástico: Nunca?

Michele Simões: Não.



Mila Guedes: No Brasil as calçadas são cheias de buracos, são irregulares, tem degraus. É impossível eu andar. Lá, eu sempre dependo de outras pessoas para me conduzir.

Regina Cohen: Eu gosto à beça de fazer compras no supermercado, de ir na farmácia, de olhar as coisas. Todas as lojas têm degrau.

Mila Guedes: E o provador? É impossível! Aqui você tem provador para quem tem deficiência.


Vítimas da falta de acessibilidade nas cidades brasileiras, Mila e Michele saíram do Brasil para experimentar um pouco da vida onde os deficientes são mais respeitados. Elas são blogueiras, e querem passar a experiência para frente. Incentivar outros cadeirantes a viajar.

“Para a minha surpresa muitos deficientes querem viajar, e muitos deficientes têm os mesmos medos que eu tinha, as mesmas dúvidas”, conta Michele. Esta é a primeira vez que ela viaja sozinha, sem companhia de ninguém. Só ela e sua cadeira. Foi para Montreal, no Canadá. Hospedou-se em um apartamento com portas e banheiro acessíveis para cadeirantes e experimentou uma liberdade única na sua vida.  “Se o lugar não é deficiente, eu não me sinto deficiente”, explica.

Pequenos detalhes, grandes diferenças. “Existe o botãozinho mágico. Você tá no banco, você aperta e a porta já abre, e você consegue entrar, e não fica passando aperto para conseguir abrir ou fechar a porta”, diz Michele. E o botão ‘mágico’, está na porta de escolas, shoppings e edifícios.


Fantástico: Se você estivesse no Brasil, como seria?

Michele: Eu tenho ou que usar a própria cadeira, eu vou empurrando a porta.

Fantástico: Mas bate na sua perna?

Michele: Bate, não tem jeito. Ou pedir ajuda para alguém, né. A melhor parte é quando você não precisa pedir ajuda, porque aí você volta a se sentir segura. Nossa, eu posso ir para qualquer lugar.


Se na entrada do prédio tem escadas, ao lado tem um elevador para cadeirantes. E, nas esquinas, as calçadas são rebaixadas para dar acesso a qualquer tipo de cadeiras de rodas. Em Montreal, Michele pode fazer passeios de turista. Ir a um museu, por exemplo. Coisas a que um cadeirante nem sempre tem acesso no Brasil.

A arquiteta Regina veio participar de um congresso mundial sobre turismo acessível. Apresentou um projeto interessante: a praia para cadeirantes. Um espaço criado para a cadeira andar sobre a areia. E criticou a falta de acesso aos pontos turísticos do país, no ano que antecede os jogos paralímpicos de 2016. “Cristo redentor, ponto turístico importante da cidade do Rio de Janeiro. Por que colocaram uma escada rolante, que custou caríssimo? Porque não colocaram um elevador? Escada rolante para cadeira de rodas não é bom. A cidade tem que ser universal, para todos”, afirma.

Você entra em um restaurante e os garçons se comunicam com os clientes na linguagem dos sinais: são todos surdos e mudos. No cardápio, os clientes aprendem os sinais para pedir os seus pratos. Depois de dar uma rápida estudada, resolvemos tentar.

Renata Ceribelli: “Eu quero uma salada verde, com frango, ok?”. Eu confesso que eu fico envergonhada de saber tão pouco sobre a linguagem dos sinais, mas a ideia do restaurante é justamente essa: você vir até aqui, e aprender a se comunicar com eles.

A condição deles não parece ser uma barreira. Pelo contrário. O restaurante está cheio. “É excelente, interativo, uma experiência fenomenal”, elogia um cliente.

Perguntamos para um outro cliente se ele vai se comunicar mais facilmente com surdos e mudos depois dessa experiência. “Sim”, ele responde na linguagem de sinais.

“Tenho amigos que são surdos e eu nunca tentava falar com eles em sinal, eu sempre mandava mensagem escrita no celular e era assim que a gente conversava. Acho que agora quando eu encontrar com eles, vou pelo menos tentar falar por sinal. Ter menos vergonha de tentar”, comenta um brasileiro, também cliente do restaurante.

Fonte: G1

Sugestão de Leitura

Obstáculos nas Ruas Dificultam a Vida de Cadeirantes e Deficientes Visuais

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

REVISITANDO OS PECADOS CAPITAIS

 Por Doutor Isaac Roitman
No século sexto, o papa Gregório magno instituiu os sete pecados capitais. Após o primeiro, a  gula, seguem-se avareza, inveja, ira, soberba, luxúria e preguiça. Ele se inspirou na ideias do monge Evágrio do Ponto, que definiu as principais doenças espirituais do homem. 

Passaram-se 15 séculos e essas doenças se espalharam pelo Oriente e o Ocidente e  transformaram-se na pandemia que ameaça a própria existência da espécie humana. Recentemente o Papa Francisco, que já havia nos surpreendido em ser o intermediário do reatamento das relações entre Cuba e Estados Unidos, fez um surpreendente pronunciamento na Cúria Romana, listando quinze  doenças que acometem não apenas a Cúria, mas a todas as instituições e seres humanos do planeta.
A primeira doença seria a de se sentir imortal ou indispensável. Em sua inspirada sabedoria o papa recomendou a visita a um cemitério para testemunhar o nome de pessoas que talvez acreditassem que eram imortais.

Na segunda se referiu ao excesso de trabalho e lembrou que Jesus convidou seus discípulos à descansarem um pouco porque descuidar do repouso leva ao estresse e à agitação.

A terceira se relaciona com a fossilização mental e espiritual que acometem aqueles que se escondem atrás de pilhas de papel.

Na quarta o sintoma principal é o excesso de planejamento sem abrir as portas para a liberdade e flexibilidade.

A  quinta doença é manifestada pela má coordenação, sem a comunhão de todos e sem o espírito de equipe.

A sexta, que provavelmente foi a que teve maior repercussão na mídia é a doença de Alzheimer espiritual que se manifesta por uma redução progressiva das faculdades espirituais.

A sétima é a doença da rivalidade e da vaidade, já denunciadas desde o século sexto.

A oitava é a doença da esquizofrenia existencial que acomete os que abandonam o serviço pastoral e se limitam às tarefas burocráticas, perdendo o contato com a realidade e as pessoas.

A nona é a doença da fofoca onde se perde a coragem de dizer as coisas abertamente.

A décima é a de divinizar os chefes, onde se cortejam os superiores procurando os caminhos do carreirismo e oportunismo.

A décima primeira é a doença da indiferença com os outros onde o individualismo abafa a sinceridade e o calor das relações humanas.

A décima segunda é a doença da cara de enterro, que finge melancolia em vez de uma boa dose de humor saudável.

A décima terceira é a doença da acumulação, já denunciada como avareza nos sete pecados capitais.

A décima quarta é a doença dos círculos fechados, que induz as pessoas a fazerem parte de uma panelinha.

E finalmente a décima quinta é a doença do prazer mundano e do exibicionismo onde as pessoas são capazes de caluniar, difamar e desacreditar os demais para se exibirem e se mostrarem mais capazes do que os demais.

As palavras do papa Francisco devem não só orientar a Igreja Católica visando uma transformação que nos conduza a um mundo mais civilizado, como todos os seres humanos do planeta.

Lutar para enfraquecer os sete pecados capitais e as quinze doenças denunciadas pelo Pontífice é dever de todos os homens e mulheres do bem.

A vacina para essas doenças é a educação no sentido amplo. Não somente preparar nossos jovens para o mundo do trabalho, como aptidões linguísticas e matemáticas, mas principalmente moldando a personalidade das futuras gerações com virtudes tais como, solidariedade, bondade, fraternidade, honestidade, caridade, respeito e ética.

Por intermédio da educação voltada para o cultivo de nosso eu interior poderíamos aprimorar nossos sentimentos, nossas emoções e a nossa sensibilidade e naturalidade, tão frequente nas crianças, e que os adultos vão perdendo ao criar falsos valores, defesas e máscaras que os afastam do amor em sua essência mais pura. Ela deve ser iniciada nos primeiros seis anos de vida, conhecido como a "primeira infância". Segundo James Heckman, prêmio Nobel de Economia de 2000, a educação na primeira infância constitui o melhor investimento social existente; e quanto mais baixa a idade do investimento educacional recebido, mais alto será o retorno para o individuo e a sociedade.

Que as mensagens do papa Francisco ecoem por todo planeta induzindo profundas transformações no convívio humano para que possamos ter a esperança de uma sociedade justa, feliz e sem guerras.
Informação: Doutor Isaac Roitman, 75 anos é professor emérito da Universidade de Brasília e membro  titular da Academia Brasileira de Ciências.

Fonte: Folha de São Paulo
                     
Agradecemos sua presença em nosso blog.
Iracema Alves - jornalista cadeirante digitou e postou o texto acima