segunda-feira, 25 de setembro de 2017

 
 
 
 
                                                                                       
                  0 Italiano de Verdade
 
  
                              O Italiano de Verdade
                              Deixem-me cantar
                             Com violão na mão    
                               Sou um Italiano
 
           Bom Dia Itália, com o espaguete "al dente"
                e um partidário como Presidente
      Com um radinho de pilha sempre na mão direita
                         e um canário sobre a janela
                      Bom dia Itália com seus artista
                 Com muita  América sobre anúncios
                        com as canções com amor
                                  com o coração
          sempre com mais mulheres menos freiras
                                  Bom dia Itália
                                  Bom Dia Maria
                Com os olhos cheio de melancolia
                                  Bom Dia Deus
                       Sabes que eu existo também
                                  Deixe-me cantar
                             Com um violão na mão
                                 Deixe-me cantar
                        pois deles  sou orgulhoso
                                 Sou  um italiano
                           um italiano de verdade  
 
                   Bom dia Itália que não  se espanta
                   e com o creme de barba mentolado 
                    com um terno "risca de giz" azul
                        e as reprises domingo na TV
                   Bom dia Itália com café  "restritos"  
                   As calças novas na primeira gaveta
                      Com a bandeira na lavanderia
                    e um Fiat 600 baixo da carroceria
                                   Bom dia Itália
                                   Bom dia Maria
                 Com os olhos cheios de melancolia
                                   Bom Dia Deus
                       Sabes que eu existo também
                                   Deixe-me cantar
                               Com o violão na mão
                          Uma canção bem devagar
                                   Deixe-me cantar
                           Pois deles sou orgulhoso
                                  Sou um Italiano 
                              Um Italiana de verdade
          
                              Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá
 
                                   Deixe-me  cantar
                               Com o violão na mão
                                   Deixe-me cantar
                            Uma Canção bem devagar
                                   Deixe-me cantar
                               Pois sou um Italiano
                             Um Italiano de verdade
 
                               O Italiano de Verdade
                       Deixe-me cantar com o violão na mão 
                           Deixe-me cantar sou um Italiano
                            Retornei para meu País - Itália 
                            Para permanecer Italiano...
   
 
 
"A morte deveria ser assim: um céu que pouco a pouco anoitece e a quietude nem soubesse que era o fim"
 
Redatora
Iracema Alves
Jornalista gestora cadeirante
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                    

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

 
 
 
 
 
 
          Oito Princípios Básicos à Vida 
 
 
 
 
1 - Não há mal que dure para sempre. Qualquer dor, ou sofrimento que você esteja passando é necessariamente passageiro. Por mais que demoro e por mais que o sofrimento pareça eterno, um dia ele sempre terá um fim.
 
2 - Você não é a única pessoa a sofrer no mundo. Nosso sofrimento sempre parece maior, pois estamos sentindo-o diretamente, em nós mesmos. Mais basta olhar para o lado e ver o quanto cada pessoa no mundo sofre de igual forma, ou até mais gravemente de nós. 
 
3 - Pense que, o sofrimento fosse menor, ele poderia não ser suficiente para provocar um movimento em você e te tirar do conformismo. No momento em que o sofrimento se torna insuportável, esse limite nos força a tomar uma atitude e a buscar um desenvolvimento.  Se alguma parte do seu organismo não começasse a doer fortemente, você não saberia que ele precisa de cuidados fortemente, você não saberia que ele precisa de cuidados, e não buscaria a cura. Da mesma forma, quando há uma enfermidade da alma precisando de purificação interior, é necessário que a dor nos tire da inação como base de sua e nos mostre o caminho. Logo não reclame da dor, torne-a como base de sua transformação do seu desapego das coisas fúteis e efêmeras.
 
4 - Tal como uma criança grita e se debate quando toma uma vacina, nós também reclamamos e esperneamos quando Deus nos coloca diante das vacinas doloridas da vida. Da mesma forma qua a vacina irá imunizar a criança e evitar doenças futuras, assim também o advindo das adversidades da vida tem o poder de imunizar nosso espirito e nos libertar das futuras doenças da Alma.
 
5 - Uma grande lição do sofrimento é que só aprendemos uma coisa quando a realizarmos e sentimos. É como o aluno de natação e seu professor. Por mais que o professor explique a teoria da natação, num dado momento o aluno precisará jogar a pessoa na água e se virar sozinho (a) para conseguir nadar. É certo que, em algum momento o professor precisa jogar a pessoa na água, e deixá-la sozinha, para que ela aprenda a nadar pelos próprios meios e recursos, sem depender mais de ninguém. Em essência, Deus faz isso para que cada pessoa cresça por si mesma e se torne independente, pois é assim que evoluímos espiritualmente. Por esse motivo, Deus nos coloca num mundo de sofrimento para que, sem nenhuma ajuda nos num mundo de sofrimento para que, sem nenhuma ajuda no momentos difíceis, possamos aprender as sagradas lições da vida.  
 
6 - Saiba que, se os sofrimentos da vida fossem simples de serem vencidos, o mérito espiritual seria igualmente simples, e pouco traria de benefícios espirituais para nosso espírito.
Quanto maior o sofrimento, maior o mérito em superá-lo, e consequentemente, maior o mérito em superá-lo, e reclame do sofrimento, agradeça a Deus a oportunidade de atravessar uma provação.
 
7 - Os sofrimentos da vida mundana podem ser completados aos sofrimentos que passamos na infância. Quando somos crianças, as pequenas tribulações de briguinhas com colegas, lutas por brinquedos, ciúmes de irmãos, gozações dos meninos, tudo isso parece terrível. Naquela fase esses probleminhas  parecem imensos, mas após nosso crescimento e amadurecimento volvemos o olhar novamente à infância e nos damos conta do quão irrisórios e insignificantes eram esses problemas. Os adultos podem até deixar de lado pequenas rixas infantis por descobrirem o seu caráter banal. O que acontece na infância com a visão da fase adulta,  é semelhante ao que ocorre na visão do espirito no plano espiritual ao sofrimento do mundo. Percebemos a sua natureza e a sua total irrelevância diante da vida espiritual.
 
 
8 - E por fim não se esqueça:  Deus nos dá a cruz do sofrimento que podemos carrega-la. Como Deus é inteligente perfeito ele se conhece muito melhor do que ti mesmo, e sabe que você é capaz de carregar um pesada CRUZ.  
 
REDAÇÃO
 
livre para voar
 
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

 
 
 
 
 
 
 
                  
                    
   ETERNA APRENDIZ...
 
 
 
 Saudades de nós mesmo, o tempo não perdoa. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida. Você pode ficar na sua e ele no quarto; sem se verem, mas sabiam-se lá. Você pode ir para o dentista e ele para o trabalho, mas sabiam-se onde. Você pode ficar sem vê-lo, e ele sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o Amor de um acaba, ou torna-se menor no outro. Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
 
Saudade é basicamente não saber. Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Se aprendeu a entrar na Internet, se aprendeu a ter calma no trânsito. Se continua preferindo cerveja a uísque ( e qual a cerveja) Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados, e que sorriso lindo!!! Será que ele continua cantando aquelas mesmas músicas tão bem (ao menos eu admirava). Será que ele continua fumando adorando Mac Donald's
 
 
Será que ela continua não amando os livros, e cada vez mais.? E continua não gostando de dar longas caminhadas em cadeira de rodas e ele não assistindo televisão? Será que ainda gosta de filmes de ação, e ela chorar em comédias. Será que ele continua lendo os livros que já leu? Será que ele continua tossindo cada vez que fuma? Saber é não saber mesmo !!!  O que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento. Não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como encontrar não saber como vencer a dor do silêncio  que nada preenche. 
 
Saudade é não querer saber  se ele está com "outra", e ao mesmo tempo,  querer. É não saber  se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso. È não querer saber se ele é mais magro, se ele está mais belo! Saudade é nunca mais saber de quem se Ama e ainda assim doer...Saudade é isso que senti (e sinto) enquanto escrevendo e o que  você (deveria) provavelmente estar sentindo (eu sinto) agora depois  que acabou de ler. Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade
 
REDAÇÃO
 
Livre para voar  
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
               





  
     PEQUENAS  LEMBRANÇAS DE HOJE... 


Aprendi a buscar a felicidade limitando os meus desejos, em vez de satisfazê-los.
Edson Fachin
 
 
Os investimentos em conhecimento geram os milhões dividendos.
Benjamim Franklin
 
 
Nada é mais simples do que a; nobreza; na verdade, ser simples é ser nobre.
Ralph Emerson
 
 
Para criar é preciso dinâmica, e que é mais dinâmica do que o amor?
Igor Stranssinski
 
 
 
Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e, sobre ele, toda a força  de sua alma, todo o Universo conspira a seu favor.
Johann Goethe.
 
 
Porque sua casa é o meu coração e a minha é o teu...
Goethe
 
Redação
 
Livre para Voar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 10 de setembro de 2017

 
 
 
  
 
              0 MESMO ERRO DUAS VEZES
 
 
    Longe de ser uma retificação, a declaração do Procurador- geral da República, Rodrigo Janot, segunda feira incorreu no mesmo erro cometido em maio de 2017, quando o País  soube do acordo de colaboração premiada com Joesley Batista. Na ocasião foi divulgado que havia, na gravação da conversa entre Joesley e o presidente Michel Temer, prova inequívoca da ausência do presidente  à suposta compra do silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro. Um dia depois, quando se tornou pública a íntegra do áudio gravado no Palácio do Jaburu, constatou-se a inexistência da alegada anuência presidencial. Era simplesmente a velha calunia, o ato de imputar falsamente fato definido como crime a uma pessoa.
 
Exatamente como ocorreu com o chefe do Poder Executivo em maio, agora foi a vez de o Supremo Tribunal Federal (STF) ser injustamente envolvido em supostos crimes. Na tarde de segunda feira passada, o senhor Rodrigo Janot convocou a imprensa para dizer que a Procuradoria-Geral da Republica (PGR) recebido dia 31 de agosto uma gravação com conteúdo  gravíssimo, que poderia levar  à recesão do acordo de delação  premiada com os executivos do JRS. "Áudios com conteúdo grave, eu diria, gravíssimo, foram obtidos pelo Ministério Público Federal (MPF) na semana passada, precisamente quinta feira, às 19 horas. A analise de tal gravação revelou dialogo entre dois colaboradores com referências indevidas à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal", disse  Rodrigo Janot. Diante dessa declaração, logicamente o País ficou atônito, tentando saber, com a urgência possível, quais seriam os ministros da Suprema Corte, envolvidos nas tramoias  de Joesley Batista e quais crimes eles teriam cometidos
 
Já não era apenas um procurador da República supostamente metido numa atividade  criminosa. As palavras de Janot colocavam em dúvida a lisura e a integridade dos ministros do STF.  Qual não foi a surpresa do País ao saber que tal gravação de mais quatro horas não trazia qualquer indício  de crime envolvendo ministro da Suprema Corte. Havia mera menção a alguns nomes, mas sem relação eventual criminosa. Mais uma vez o País fora ludibriado pelo procurador-geral da Republica. Tem -se aqui - este sim - um fato gravíssimo. Em vez de pedir desculpas à Nação e demitir-se do cargo em razão da desastrada condução do caso devolvendo a delação da (JBS), o procurador -geral da República envolveu indevidamente o STF numa versão que só traz demérito à própria Procuradoria-Geral  da República. Uma vez conhecido o conteúdo  da conversa entre Joesley  Batista e Ricardo Saud, não vislumbra qualquer motivo para vincular a Suprema Corte ao tal "conteúdo gravíssimo", mencionado por Rodrigo Janot.
 
O conteúdo gravíssimo do áudio revelado refere-se tão somente à atuação do procurador Marcelo Miller e do próprio Janot. Ali há motivo mais  que suficiente  para uma investigação diligente, até mesmo porque, no momento, tudo indica que a ação controlada de Joesley Batista, não foi de fato autorizada pelo STF. O papel do Ministério Público de ser exatamente o oposto ao que por Rodrigo Janot. Em vez de distinguir o joio do trigo com isenção. Rodrigo Janot conhecia a gravação e mesmo assim optou por tratar a Suprema Corte da forma  como tratou. Mero descuido não foi.
 
Redação
 
Iracema Alves
jornalista gestora cadeirante
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

 
 
 
 
 
 
A REPORTAGEM É DE RICARDO SENHA PUBLICADO POR BBC DO BRASIL, EM 29/ 08/2017. 
 
 
 
 
Diante da repercussão da extensão da RENCA (Reserva Nacional do Cobre e Associados) decretada pelo presidente Michel Temer na última hora quinta feira o governo voltou atrás e decidiu revogar o ato. Embora tenha trazido ânimo aos críticos da medida, a nova versão do decreto, publicada nesta segunda feira (21/08/2017) em uma edição extra do decreto, mantém a extinção da área da Reserva Nacional de Cobre. Associados (RENCA) O novo texto apenas deixa claro que está fora de área a ser explorada aquelas porções de terra da (RENCA) que se sobreponham  a unidades de conservação da florestas, a unidade de região fronteiras. Ainda segundo o decreto, está proibida a mineração em terras indígenas e região fronteiras.
 
Ainda segundo o decreto, está proibida a mineração nos Estados do ´Pará e Amapá, ou em áreas de conservação, como a Estação Ecológica do Jari e o Parque Nacional do Tucumoque.  Ao lado do ministro do meio Ambiente, Sarney Filho, o titular de Minas e Energia; Fernando Coelho Filho, disse que o novo texto pretende esclarecer pontos que geraram polemicas na Edição anterior. "Por decisão do governo, sairá brevemente um novo decreto, colocando do ponto como deverá ser a partir de agora, após a extinção da reserva mineral, preservando as questões ambientais", disse o ministro  Sarney Filho argumentou que "houve muita confusão na percepção desse decreto por parte da sociedade como um todo", quando questionado sobre as razões para publicação de um novo decreto.
 
O que manda? sob intensa crítica por ser  considerado falho em preservar o meio ambiente, o governo Federal determinou ainda a criação de um Comitê de Acompanhamento das Áreas Ambientais da Extinta RENCA.  O órgão será composto por representantes  da Casa Civil, Ministério de Minas e Energia, Ministério do Meio Ambiente, de Segurança Institucional, Ministério de Justiça, Funai e Agência Nacional de Mineração. O Comitê deverá ser consultado antes que qualquer título para exploração mineral a área seja expedido.
 
Além disso empresas que pretendam explorar as minas da
região, terão que apresentar planos de aproveitamento econômico sustentável, recuperação de qualquer projeto na área. Para o Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o anuncio é uma estratégia. O novo decreto é uma tentativa de enganar a sociedade brasileira e a comunidade internacional e reduzir a pressão sobre o governo. O novo decreto na prática não muda, afirmou. Não há estimativas precisas sobre a qualidade ou variedade de minérios na região da (RENCA), mas é o ouro que chama atenção de investidores internacionais. Após extinguir a reserva, o presidente Michel Teme  criticou a exploração irregular da região, "classificando garimpo clandestino do ouro" como expolira riquezas nacionais. 
 
 
 "O decreto apenas enfatiza as legislações ambientais, minerais em vigor, não produzindo qualquer condição especial para a situação da (RENCA) avalia o geografo, Luiz Jardim Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro que estenda transformações. "O decreto enfatiza a legislação vigente e não avança em proteger as áreas de preservação.
 
Redação
Iracema Alves
jornalista gestora cadeirante
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


terça-feira, 29 de agosto de 2017

 
 
 
 
 
 
 
           A DESFAÇATEZ  DE  DILMA
 
 
           
A cada manifestação pública da presidente cassada Dilma Rousseff -  e elas são cada vez mais frequentes -, a maioria da população que apoiou  o seu impeachment, consumado pelo Senado há quase um ano, é tomado por um misto de  realização e alívio por não ver mais o destino do País entregue nas mãos ineptas de alguém capaz  de tanta confusão, tantos erros  e tanta dissimulação. Talvez a Sra. Rousseff  esteja se esforçando para compensar, que está fora do poder, a alegria que não foi capaz de dar aos brasileiros durante os mais de 5 anos em que ocupou a Presidência da República, um período tão desastroso que ainda exigirá da Nação alguns anos de muito estorço de superação.
 
Após o governo federal anunciar o plano de privatização da Eletrobrás na terça-feira, a ex-presidente usou as redes sociais para criticar a medida.  "Vender a Eletrobrás é abrir mão da segurança energética. Como ocorreu em 2001, no governo FHC, significa  deixar o País sujeito à (sic) apagões", escreveu  Dilma Rousseff em sua conta no Twitter. Como era a ex-presidente  a correção das informações é um detalhe desimportante em face da urgência de fazer politica rasteira na internet e, sobretudo, de dar à militância um discurso  que será  prontamente absorvido sem muitos filtros críticos, a Sra.  Rousseff apressou-se em dizer "que pretende vender na bacia das almas nossas principais hidrelétricas".
 
Ora, tivesse lido com atenção o plano apresentado pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, Dilma Rousseff teria observado  que a Usina de Itaipu  - não só uma das "nossas principais hidrelétricas", como a segunda maior do mundo (superada apenas pela usina  das Três Gargantas, na China) - Esta fora do plano  privatização bem como a Eletronuclear, como não haveria de deixar  de ser. A Constituição determina  a pesquisa, o enriquecimento,
a industrialização  e o comercio  de energia nuclear constituem um monopólio da União. Qualquer um pode criticar pode criticar o plano de  privatização da Eletrobrás.
 
Soa estranho, porém, quando a critica é feita por aqueles que pertenceram ao grupo do poder que arrasou o setor energético brasileiros nos últimos  15 anos. De 2002, quando
o PT assumiu o poder, até agora o União perdeu impressionante R$ 228 bilhões - valor correspondente a 4%
 

do Produto Interno Bruto (PIB) - com a ocupação politica e a má gestão da Eletrobrás, segundo cálculos da 3G Radar, gestora independente de recursos financeiros e uma das acionistas da estatal, publicados recentemente pelo Jornal O Valor. No período avaliado, Dilma  Rousseff esteve a frente da
politica energética do País, seja como ministra Minas e Energia e chefe da Casa Civil  do ex-presidente Lula da Silva,  seja como presidente da Republica. A Sra.  Rousseff sempre foi vendida pelo seu criador como estrategista-em-chefe dos rumos do setor elétrico brasileiro, o que, fato,  foi. Conhecida por sua natureza centralizadora e vaidosa, a ex- presidente sempre se regozijou do panegirico.
 
Todas as criticas ao plano de privatização, elas precisam partir de fontes marcadas pelo  conhecimento, pelo espirito publico e, não menos importante, pela honestidade.
 
Redatora
 
Iracema Alves
jornalista gestora cadeirante