sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PESQUISA NACIONAL DE INOVAÇÃO EM TECNOLOGIA ASSISTIVA

 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (SECIS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS BRASIL) e com apoio do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), realiza a terceira edição da Pesquisa Nacional de Inovação em Tecnologia Assistiva (TA): Identificação e Caracterização das Instituições e dos Projetos (Pesquisa, Produto e Serviço) Inovadores no Campo da Tecnologia Assistiva (TA) para Inclusão Social de Pessoas com Deficiência, Mobilidade Reduzida e Idosas.
A pesquisa é voltada às Instituições de (ensino técnico ou superior, empresas e entidades do Terceiro Setor) que desenvolveram competências e realizaram projetos (pesquisas, produtos e/ou serviços) no campo da Tecnologia Assistiva, durante os anos de 2011 a 2013.
O objetivo é conhecer essas Instituições e seus respectivos projetos, os principais resultados e as eventuais dificuldades, a fim de subsidiar a elaboração e o aperfeiçoamento das políticas públicas no âmbito da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) direcionadas à melhoria da qualidade de vida e à inclusão social das pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosas.
 O Questionário de Pesquisa e as instruções estão na página:

Em caso de dúvidas entre em contato com o ITSBRASIL pelo telefone (11) 3151-6499, ou através do e-mail pesquisa.assistiva@itsbrasil.org.br

sábado, 18 de janeiro de 2014

Agradecimentos e Notificação



Queridos leitores...

Estarei de licença médica até dia 24 de fevereiro de 2014. Uma pessoa de minha total confiança, na medida do possível, postará áudios, vídeos, textos e entretenimento. 

Aproveito a chance para agradecê-lo pela sua ajuda permanente.

 
Por favor não deixem de ler: 

O modelo de produção agrícola em discussão - parte 1 e parte 2 além de "Copa do Mundo" um show de imagens postado pela pessoa que estará na minha ausência.
Abraços
Iracema Alves/ jornalista cadeirante

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O modelo de produção agrícola em discussão - parte 2

2ª Parte da matéria " O Modelo de Reprodução Agrícola Em Discussão"
Entrevista especial com Karen Friedrich, "O modelo de produção agrícola baseado na 'tecnologia' química e de transgênicos tem que ser revisto", afirma  toxicóloga. Com a resistência gradual das pragas e plantas daninhas aos agrotóxicos tradicionais, a indústria dos transgênicos precisou buscar alternativas mais eficientes para a manutenção de seus resultados. Uma das apostas do mercado é liberar a comercialização de sementes resistentes ao herbicida 2,4-D A substância já tem o seu uso regulado no País, mas, ainda assim, dúvidas quanto à sua segurança toxicológica levaram uma série de especialistas a apontar a exigência da revisão de sua licença. Neste contexto, a toxicóloga Karen Friedrichalerta: " a liberação da semente legitimaria uma forma de aumentar a aplicação de uma substância tóxica, cujo uso deveria ser diminuído, não incentivado.

IHU On-Line – O uso da semente com 2,4-D teria sido testado apenas em dois municípios brasileiros, Indianápolis (MG) e Mogi Mirim (SP). É suficiente para uma avaliação adequada dos riscos envolvidos? Qual seria um procedimento adequado?
Karen Friedrich - O ideal é que você tenha essa testagem nos solos e nas diferentes características ambientais do país. Se o poder econômico e político tiver mais força e ela vier a ser liberada, isso vai ser um grande problema. E, além disso, se ela vier a ser liberada, é evidente que será usada no país inteiro. Então dois Estados ainda são muito limitados para a gente dizer a eficácia dessa semente. E o que a gente tem visto também com outras sementes transgênicas é que, ao longo do tempo, assim que ela é lançada, em geral só tem um pico de produção, mas depois essa produção vai diminuindo. Porque os próprios insetos se tornam resistentes a ela, você tem que usar cada vez mais agrotóxicos e esses agrotóxicos diminuem os predadores naturais e os predadores naturais daquelas pragas, então você tem que usar cada vez mais agrotóxicos. Isso na verdade é um ciclo que cada vez mais incentiva a produção da toxina.
Outra coisa que temos que observar é que quem está trazendo essa informação para o agricultor é a indústria. Então esse agricultor às vezes acredita que o transgênico e o agrotóxico são a melhor solução para ele, mas ele está ouvindo uma indústria que tem conflito de interesse no tema. Ela quer promover o seu produto. Muitos questionam essa briga da agricultura com a saúde, mas temos que fazer essa discussão com base científica. Tirar essa discussão ideológica da produção e do desenvolvimento e ver o que é bom para o meio ambiente, para a saúde, e que ao mesmo tempo sustente economicamente o país.
IHU On-Line – A introdução de sementes resistentes ao 2,4-D está sendo proposta devido à resistência das pragas ao herbicida Glifosato. Esta não seria uma medida paliativa que levará novamente à criação de superpragas? Qual seria uma solução possível?
Karen Friedrich - A semente transgênica do 2,4-D não substitui, ele é usado para outro tipo de folha. Na verdade os agricultores vão usar o glifosato, o 2,4-D e as suas respectivas sementes transgênicas, o que é muito pior. Você está associando dois agrotóxicos com efeito sobre a saúde e, quando estão em conjunto, o seu efeito pode ser muito maior. Na verdade eu penso que é uma discussão mais ampla que tem a ver com o modelo de produção. Nós temos propriedades que produzem milhares de hectares com uma única cultura aplicando um monte de substâncias químicas, então você não tem um ambiente equilibrado que pudesse ter predadores naturais para aquelas pragas. Não estou dizendo que as monoculturas devem acabar, não é isso, mas existem sistemas que podem ser intercalados, como a produção de florestas para produzir um sistema minimamente equilibrado, que possa ter predadores naturais para aquelas pragas, fazendo o uso de agrotóxicos ser, com o tempo, diminuído.
IHU On-Line – Sabemos que nem todo produtor rural tem o perfil para a produção orgânica, que exige uma dedicação muito maior do que a da produção convencional. A aplicação de agrotóxicos na lavoura é fundamental para a produção de alimentos?
Karen Friedrich Não, não é. Existem vários estudos, locais e produtores mostrando que é possível produzir alimento sem agrotóxico. É preciso diferenciar o que é alimento e o que é commodity. Soja, algodão, cana e milho, da maneira como estamos produzindo, não são alimentos, são commodities. São alimentos pontuais que em geral servem para a produção de ração de animais, mas não vivemos apenas dessa fonte proteica, a nossa alimentação tem que ser equilibrada com outros alimentos, com outros nutrientes. As grandes monoculturas produzem para exportar, não para gerar alimento para a sociedade. A despeito dessa grande produção agrícola, estamos onerando a saúde humana, a saúde do trabalhador, a saúde do meio ambiente, e é essa a grande questão.
O que temos visto também é que o uso de agrotóxicos causa uma toxidade nos próprios animais de criação e de corte, como algumas aves, o porco e o boi. Essa toxidade leva à diminuição da reprodução desses animais, o que leva o produtor a inocular hormônios nos seus animais para garantir a produção deles. Mas ele não pensa que a consequência disso pode ser do próprio agrotóxico que foi utilizado no pasto, ou numa propriedade vizinha, ou passou por avião, ou que está contaminando o lençol freático de uma região um pouco mais distante, mas que é consumido pelo gado. Na verdade, o agrotóxico está levando a uma insustentabilidade da produção local e é isso que não está sendo colocado.
Nós não devemos escutar a indústria de agrotóxicos, pois ela quer vender o seu produto. Algumas instituições de pesquisas sérias têm produzido estudos de modo a dar sustentabilidade para a produção orgânica, mas o próprio governo também precisa agir. Nós vemos números estratosféricos de investimento na grande monocultura. Caso parte desses recursos fossem voltados para a produção orgânica e agroecológica, com certeza a produtividade desses setores iria se inverter. É como você falou, é difícil, não é de hoje para amanhã que a pessoa vai produzir de maneira agroecológica, e é preciso também um investimento financeiro, porque de pronto muitos produtores orgânicos estão ameaçados pela contaminação que vem de uma grande propriedade vizinha em que passa o avião, e vem pelo vento, pelo ar, pela água. O governo e a sociedade têm que começar a questionar, a dar apoio e exigir esse investimento maior nesse tipo de produção. A situação já foi pior, hoje temos certo investimento, mas ainda está muito aquém do que é investido nas grandes monoculturas.
IHU On-Line – Como você encara a relação entre a produção de organismos geneticamente modificados e os agrotóxicos?
Karen Friedrich Não é uma coincidência que as grandes empresas produtoras das sementes transgênicas são as principais produtoras daquele agrotóxico ao qual a semente é resistente. A indústria vende dois produtos como sendo a solução dos problemas do agricultor, sendo que ele tem interesse na sua comercialização. É algo a se perguntar e nos leva a questionar todo o modelo de produção e pensar em alternativas para esse modelo. É claro que isso não vai interessar à indústria, mas temos que pensar também em quem o governo quer proteger. É uma questão até de soberania nacional.
Por outro lado, do ponto de vista da saúde, alguns estudos já demonstram que o uso combinado do agrotóxico com a semente pode aumentar a toxidade do produto. Isso por si só já demandaria mais investimento em estudo e pesquisa, de pesquisadores independentes da indústria, sem conflito de interesses. É importante que mais estudos fortaleçam essas hipóteses, mas na nossa Lei Ambiental temos o chamado princípio da precaução: uma vez existindo incerteza sobre a segurança de um produto, ele deve ser suspenso até que se comprove a sua segurança. Logo, mesmo que poucos estudos mostrem esse efeito combinado, por si só isso já deveria levar à suspenção do registro de agrotóxico.
Uso conjunto de agrotóxicos
Outra coisa que temos que pensar é que em determinada cultura são usados vários agrotóxicos. Para algodão, soja, são centenas de agrotóxicos permitidos para essas culturas. Claro que não se espera que o agricultor use todos os que são permitidos, mas se ele usar algumas dezenas, uma dezena, quatro, cinco variedades, o uso combinado pode prejudicar a saúde muito mais do que foi no laboratório.
Esta é uma deficiência da legislação não só no Brasil como em alguns outros países. Quando a indústria pleiteia o registro de um produto, ela apresenta vários estudos dos efeitos tóxicos daquela substância, só que conduzidos apenas tendo em vista a substância que está sendo pleiteada. Não se administra, no animal de laboratório, aquela substância mais outra que já está registrada para aquela cultura. Dito isso, nós não temos ideia do que resultaria do uso combinado dos agrotóxicos.
Do ponto de vista toxicológico do que se tem de alguns estudos científicos, já é demonstrado que algumas combinações são extremamente tóxicas. Um exemplo clássico é o dos organofosforados, uma classe química de agrotóxicos que causam a inibição de uma enzima chamada acetilcolinesterase. Então esse tipo de agrotóxico usado unicamente inibe uma quantidade X que poderia manter o indivíduo nas suas condições normais. Só que se ele usa dois, três, quatro organofosforados, esses efeitos vão ser somados. A inibição que era X passa a ser 3X4X, e acaba ultrapassando aquele limite em que se consideraria o efeito tolerável, chegando num ponto incompatível com a qualidade de vida da pessoa. Existem outros exemplos de agrotóxicos que podem causar alterações hormonais em quantidade muito maior do que a substância isolada.
É como no caso dos medicamentos; sabemos que há medicamentos que podemos usar em conjunto, e outros que são incompatíveis porque alteram o efeito esperado. Ou diminuem a própria eficácia ou aumentam e muito a sua toxidade. Do ponto de vista toxicológico, nós vemos que os efeitos do agrotóxico são realmente muito agressivos, e gradativamente devemos substituir esse modelo de produção baseado nessa “tecnologia” química e de transgênicos por modelos alternativos de base agroecológica.

Por Andriolli Costa
Iracema Alves/ jornalista cadeirante
Participação: Wiglinews

COPA DO MUNDO...Estamos preparados?

Em reportagem especial, canal inglês afirma que traficantes do Rio estão preparados para Copa

Uma reportagem especial exibida pelo canal inglês “Channel4″, no início desta semana, ganhou destaque na imprensa internacional por mostrar atividades que envolvem o tráfico de drogas no Rio de Janeiro e afirmar que traficantes brasileiros estão preparados para lucrar com a venda de drogas durante a realização da Copa do Mundo. Considerado o maior evento mundial do esporte, a iniciativa ocorre a partir de junho e deve atrair milhares de turistas.

Com quase sete minutos de gravação, o vídeo que retrata o conjunto de favelas do bairro Lins de Vasconcelos destaca a produção e venda de drogas, como cocaína e maconha, e a tentativa de pacificação dos aglomerados por parte do Governo brasileiro. Além disso, no texto que acompanha a produção, o jornalista responsável, Guillermo Galdos, ainda questiona a atuação das forças policiais nos morros cariocas. “Eles não estão interessados ​​em mostrar ao mundo a realidade do Rio de Janeiro”, afirma o repórter.

Assim que a gravação começa, traficantes mostram parte do processo de fabricação da cocaína. Um dos integrantes do grupo afirma que as atividades seriam o primeiro passo deles, já que pretendem “vender a partir de quilos por dia” no período em que a cidade deve receber os jogos da Copa. Neste trecho, o jornalista que acompanha toda movimentação destaca que “soldados amardos” defendem as operações do negócio que vale milhões de reais.

Em reportagem especial, canal inglês destaca tráfico no Rio de Janeiro.
Fotos: Reprodução/YouTube

Em outra cena, a reportagem mostra o depoimento de um líder comunitário da favela da Mangueira que afirma não concordar com a forma que a polícia atua na região. O aglomerado fica a menos de um quilômetro do estádio do Maracanã, no qual jogos do Mundial serão disputados. “Eles entram aí com essa força toda, não respeitam. A gente conhece (o traficante), foi criado e conviveu junto, respeitavam muito mais”, diz.

Com expectativa de atrair cerca de 600 mil estrangeiros, a Copa do Mundo deve gerar R$ 142 bilhões adicionais para o Brasil. No entanto, a realização do Mundial no país é alvo de uma série de críticas desde que foi anunciada, já que os brasileiros enfrentam diversos problemas. Entre eles, a precariedade em serviços públicos relacionados à educação e a saúde. O mau uso do dinheiro público nas obras, que tiveram custo bem acima do valor que deverá ser arrecadado, também é motivo de insatisfação por grande parte dos brasileiros

Confira o vídeo da reportagem especial do “Channel4″:

Fonte: BHAZ

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O modelo de produção agrícola em discussão - parte 1

O 2,4-D e a toxidade dos agrotóxicos. Entrevista especial com Karen Friedrich

 1ª Parte da matéria " O Modelo de Reprodução Agrícola Em Discussão"


Entrevista especial com Karen Friedrich, "O modelo de produção agrícola baseado na 'tecnologia' química e de transgênicos tem que ser revisto", afirma  toxicóloga. Com a resistência gradual das pragas e plantas daninhas aos agrotóxicos tradicionais, a indústria dos transgênicos precisou buscar alternativas mais eficientes para a manutenção de seus resultados. Uma das apostas do mercado é liberar a comercialização de sementes resistentes ao herbicida 2,4-D. A substância já tem o seu uso regulado no País, mas, ainda assim, dúvidas quanto à sua segurança toxicológica levaram uma série de especialistas a apontar a exigência da revisão de sua licença. Neste contexto, a toxicóloga Karen Friedrich alerta: " a liberação da semente legitimaria uma forma de aumentar a aplicação de uma substância tóxica, cujo uso deveria ser diminuído, não incentivado.
Em entrevista concedida por e-mail à IHU (Instituto Humanitas Unisinos) On-Line, Friedrich alerta para os perigos da substância, que é conhecida como um dos componentes do Agente Laranja. O composto foi usado pelos estados Unidos durante a Guerra do Vietnã como desfolhante, e sua toxidade gerou milhares de relatos sobre a má-formação congênita, câncer e problemas neurológicos. Ainda assim, desde 1945 a substância teve sua patente requerida e utilizada para a agricultura. A toxicóloga da Fundação Oswaldo Cruz ressalta que o uso conjunto do 2,4-D com o 2,4,5-T é que forma o Agente Laranja, mas isoladas as substâncias também geram graves problemas. "Temos vários estudos mostrando que o 2,4-D está associado a alguns tipos de câncer, como aos relacionados a alguns órgãos sexuais e linfomas", relata ela. "Há estudos indicando alterações de hormônios sexuais e das funções da tireoide", sem a produção de dioxina como subproduto - uma substância extremamente tóxica.

Para a toxicóloga, as empresas de agrotóxicos apresentam-se como a "solução de todos os problemas" do trabalhador rural e da produção de alimentos no mundo, mas este discurso é enviesado devido aos interesses comerciais envolvidos. " Temos que fazer essa discussão com base científica. Tirar essa discussão ideológica da produção e do desenvolvimento e ver o que é bom para o meio ambiente, para a saúde, e que ao mesmo tempo sustente economicamente o país" Karen Friedrich possui graduação em Biomedicina pela Universidade federal do estado do Rio de Janeiro, Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela Escola nacional de saúde Pública  Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é servidora pública do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz e professora assistente da Universidade federal do estado do Rio de Janeiro. A seguir a entrevista:

IHU On-Line - muito se comento sobre o alto nível de toxidade do herbicida 2,4-D. O que pode dizer sobre este composto? Qual a situação do 2,4-D no Brasil?

Karen Friedrich: o 2,4-D é um herbicida, como você falou e tem seu uso liberado no Brasil. No entanto, segundo os critérios da legislação brasileira , ele já poderia ter um indicativo de proibição. Ele é usado em outros países também, mas a legislação desses países é diferente da nossa. O único problema é que fazer a revisão de uma agrotóxico no país é um processo complicado, no sentido que a ANVISA ou o Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, propõem essa revisão de acordo com os efeitos que as substâncias podem causar sobre a saúde humana ou sobre o meio ambiente. Mais do que isso, quando as entidades tentam iniciar o processo, incorre a oposição de uma série de processos e mandados oficiais tentando impedir essas revisões de registros. A revisão de registro é imediata, não é um processo muito simples, mas os estudos científicos publicados sobre a toxidade do 2,4-D indicam que ele apresenta vários efeitos sobre a saúde. teria, por exemplo, efeito sobre o sistema reprodutivo, sobre o sistema hormonal...

IHU On-Line - o 2,4-D é parte do Agente laranja usado pelos estados unidos na Guerra do Vietnã, mas é a combinação de elementos que torna o agente perigoso. Quais riscos ele sozinho pode trazer?

Karen Friedrich: Depende do tipo de estudo conduzido. Há pesquisas indicando alterações de hormônios sexuais e das funções da tireoide - glândula importante para uma série de funções do nosso corpo. Além disso, geralmente há vários estudos mostrando que o 2,4-D está associado a alguns tipos de câncer, como os relacionados aos órgãos sexuais e linfomas. esses estudos de cânceres já foram evidenciados não só em animais de laboratório, como também em seres humanos expostos ao 2,4-D. No caso do Agente Laranja, ele é um dos componentes junto ao 2,4,5-T. os dois juntos aumentavam muito mais chances dessas contaminações toxicológicas, tanto que seu uso gerou um desastre muito grande, com milhares de pessoas atingidas. Claro que ele está presente nos alimentos em concentrações menores, mas há outra característica que eu também destaco: o 2,4-D causa mutação no DNA.

IHU On-line Ela pode ser transmitida para gerações?

Karen Friedrich: A mutação tanto pode ser em uma célula somática, que é a que leva ao câncer, ou em células germinativas, que é a que vai se juntar com a célula do sexo oposto para gerar um embrião. caso a mutação ocorra nessa última, pode levar a má-formação fetal, abortos instantâneos... outro detalhe é que a produção do 2,4-D gera um contaminante e isso é inevitável para a própria indústria química. Ela pode até diminuir esse subproduto por alguns processos, mas não consegue evitar a presença desse contaminante (dioxina) no produto (herbicida).

IHU On-Line  - Quais problemas são causados pela dioxina?

Karen Friedrich - Ela é extremamente tóxica. Causa imunossupressão, ou seja, diminui a resposta do sistema de defesa do organismo. Esse sistema de defesa é responsável não só pela defesa contra patógenos, mas para a própria vigilância do câncer, causa também efeitos de intoxicações agudas graves e pode causar também câncer, alterações reprodutivas e alterações hormonais. Uma das substâncias mais tóxicas sintetizadas pelo homem é a dioxina. Então o que acontece é que mesmo saindo da fábrica com aquele resíduo de dioxina que esta dentro de um limite legal, a partir do momento em que sai da fábrica ele pode gerar espontaneamente dioxina no próprio produto. Temos  uma escassez de laboratórios oficiais que monitoram dioxina não só no produto, mas depois, nos alimentos. Então, por esse lado, pela própria característica dela, do 2,4-D, e pela característica do seu principal contaminante, é que a dioxina é um produto que a gente deveria banir do País. Esses efeitos seriam um indicativo de proibição no país segundo a Lei 7.802 de 1989, pois a dúvida sobre sua segurança levaria ao que conhecemos como "Princípio da Precaução". Muitas pessoas criticam a legislação, declarando qu3e em outros países o 2,4-D  é liberado e que por isso também deveria ser permitido aqui dentro. Isso não é verdade, já que outros países têm outras legislações que não inserem esses efeitos no seu critério de proibição. Nós inserimos e temos que obedecer à legislação brasileira.

IHU On-Line - Se temos tantos estudos que mostram as complicações dele, o que falta então para ser proibido?

Karen Friedrich - Acredito que falta um pouco de iniciativa da Anvisa de se disponibilizar a fazer essa reavaliação, de forma que várias instituições de pesquisa possam auxiliá-la nisso. Sabemos que diversos órgãos sofre falhas estruturais, escassez de recursos humanos e de recursos financeiros. Eu não digo nem que seja culpa da Anvisa não querer fazer isso, mas que o próprio governo deveria repensar o fomento para a produção agrícola e as áreas de desenvolvimento, ao mesmo tempo investindo nos órgãos que vão dar suporte e segurança à população a partir do que é produzido. Se pensarmos em todos os produtos que ela avalia que não é só agrotóxico, como medicamentos, alimentos e mesmo as regiões de fronteira, veremos que é uma grande diversidade de produtos que se deve dar conta. Então o que falta? Acho que falta um pouco desse investimento e a Anvisa talvez procurar parceiros como ela já fez em outros momentos, para auxiliá-la na revisão desse registro. isso é um ponto fundamental..

2ª Parte da matéria "O Modelo de Produção Agrícola em Discussão" no próximo texto em 18/01/2014 

Iracema Alves/ jornalista cadeirante/ digitou em 15/01/2014 / às 18:04 horas
Participação: Wiglinews

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A GENTE VAI APRENDENDO...

A gente vai aprendendo que o caminho é mais importante do que chegar, e que é necessário saber contemplar a paisagem para escutar o que te comunicas. A gente vai aprendendo que nem tudo que chega fica, mas se veio, de alguma forma foi para nos construir  um pouco mais, ainda que na hora nos desesperamos. A gente vai percebendo que muitas vezes, é do outro lado da rua que está algo que buscamos tanto, e que a travessia se faz necessária. Apesar de todos os riscos, de todos os prantos.
A gente aprende que um desenho vai muito além do traço e da cor, um desenho são linhas que o coração faz para formar uma obra final. E aprendi que o desenho da vida nunca fica ao longo dos anos, coisas se apagam, outras se rasuram, outras se acrescentam. Fui aprendendo que para todo sentimento existe prazo de validade e que só a sabedoria, de mãos dadas com a idade é capaz de estica-los mais ou menos tempo dentro de nós.
Assim, aprendi a não esperar de alguém que não te alcança o coração, que te ultrapasse exatamente tudo que me proponho a me jogar, tenho a altitude que eu escolhi ter. Aprendi que ninguém pode chegar a mim além do que eu mesmo permita. Aprendi, com muitos erros, que se acerta ou se aceita diariamente, quem tem como opção simplesmente SER!

Texto de Lilian Vereza a que envio nosso abraço.

Iracema Alves/ jornalista cadeirante - digitado em  00,15 horas 14/01/2014
Colaboração Wiglinews

sábado, 11 de janeiro de 2014

GOVERNO FAZ PLANO ANTICRISE

É difícil crer que o poder emanado dos Sarneys é tão forte que cega as responsabilidades da governadora Roseana Sarney. Foi necessário a mídia nacional, internacional e a ONU (Organização Nacional das Nações Unidas) tomar providências rigorosas em prol da tragédia maranhense ( grifos meus).
Preocupada com a situação da segurança pública no Maranhão, a presidente Dilma Rousseff pôs ontem em prática uma estratégia para blindar o Palácio do Planalto, esvaziar o possível pedido de intervenção federal no Estado e manter o apoio da família Sarney à campanha pela reeleição. Após encontro entre a governadora Roseana Sarney e o ministro José Eduardo Cardozo, foi lançado um plano anticrise.
A reportagem é de Vera Rosa  e Felipe Recondo e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 10/01/2014 
Sob a pressão da comunidade internacional e da ONU, que denunciou o "estado terrível" das prisões no Brasil, Dilma faz de tudo para que a crise não cole em seu governo. Enfrenta, porém, uma situação delicada, porque senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, é um importante aliado. Por ordem da presidente, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, havia embarcado à tarde para São Luís, para garantir o aval do Planalto às ações da governadora. O plano emergencial tem como ponto principal a criação de um comitê gestor unindo órgãos do Ministério da Justiça e executivo, Legislativo e Judiciário estadual. Legislativo e Poder Judiciário, sob o comando de Roseana. "Algumas dessas ações já foram adotadas em Alagoas, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná e deram certo", afirma Cardozo.
Há ainda a remoção de detentos para presídios federais, aumento do efetivo da Força Nacional, ampliação de mutirões carcerários e uso de videoconferências e monitoramento eletrônico. Na apresentação à imprensa, Roseana fez questão de dizer que o Estado já vem agindo - com investimentos de R$131 milhões para o reaparelhamento do sistema penitenciário, construção e reforma de unidades. segundo ela, essas e outras medidas vão fazer com que, até dezembro, o déficit carcerário do Estado seja zerado, após o reforço de 2.800 vagas. Seria dezembro de 2014? (grifos meus). A curto prazo o pacote anticrise seria uma solução para reduzir a possibilidade de uma intervenção federal. O governo já havia reforçado a presença da Força Nacional em Pedrinhas, mas, na avaliação do Ministério Público federal, a medida não é suficiente. No fim de 2013, após a morte de 62 presos, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, enviou pedido de informações ao Maranhão. Para o MP, porém, as explicações enviadas, com promessas de construção de novos presídios e redução da superlotação, não indicaram nenhuma solução urgente nem garantia de que não haverá novos casos de assassinatos.
Um pedido de intervenção federal está praticamente pronto no Ministério Público e o procurador-geral Rodrigo Janot, avalia os termos do processo e o momento de encaminhá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Janot se reuniu na quarta-feira com Cardozo para tratar assunto. Dilma não quer intervir no Estado controlado pela família Sarney. mesmo porque, a depender da extensão do pedido do Ministério Público, o governo poderá ficar responsável pela administração do sistema prisional e teria até de afastar secretários estaduais. No governo federal informa-se que qualquer passo em falso de Dilma para ajudar a conter a onda de violência no Maranhão pode provocar uma crise, desta vez com o PMDB e a família Sarney, com impacto sobre a campanha da reeleição presidencial. Em 2010, Dilma obteve no Maranhão o segundo melhor resultado do segundo turno: 79% dos votos, atrás apenas dos 80% obtidos no Amazonas.
Até a viagem de Cardozo a São Luís, era o ministro das Minas e Energias, Edson Lobão - indicado por Sarney - quem fazia a "ponte" com o Planalto e o Ministério da Justiça. Antes de embarcar em sua missão, ontem, Cardozo teve longa conversa com a presidente. Anteontem, a crise foi tema do almoço do ministro com a presidente e as colegas Gleisí Hoffmann (Casa Civil) e Maria do Rosário (Direitos Humanos), no Alvorada. Até agora, Maria do Rosário foi a única a responsabilizar o governo do Maranhã pela "barbárie" e a dizer que cabe ao estado a retomada do controle da situação. Dilma pediu a ela cautela com as palavras.
Fonte: Instituto Humanitas Unisinos.
Iracema Alves/ jornalista cadeirante / digitado em 12 / 01 /2014 às 00.02 horas

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

QUARTEL GENERAL DA CAMPANHA de 2014

Matéria escrita por Jorge Serrão.
Embora as pesquisas amestradas e a propaganda chapa-branca vendam o "fato consumado" de que Dilma Rousseff se reelege (inclusive no primeiro turno), a conjuntura política e econômica real demonstra exatamente o contrário. A Oligarquia Financeira Transnacional,  que controla de fato o Brasil precisa já decidiu que o ciclo de poder presidencial do PT no Brasil precisa ser encerrado em 2014 - contrariando as previsões ufanistas de Lula da Silva de uma hegemonia petista até 2022. A Petrobras é o calcanhar de Aquiles do governo. Na assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 16 de janeiro  de 2014 às 15 horas, no Rio de Janeiro, o PT sofrerá um dos ataques diretos mais contundentes aos seus esquemas. Outro fato que tende a ser decisivo para derrota do PT ano que vem é a oposição econômica que lhe será promovida pelos maiores Bancos. Itaú, e Bradesco vão apostar na oposição: Aécio Neves ou Eduardo Campos. Postura idêntica a da Rede Globo (que já começou  a pancadaria tirando o emprego de José Dirceu no Hotel que seria o Quartel General da campanha de 2014).
A sabotagem dos controladores globalitários, promovida nos bastidores econômicos, contra Dilma Rousseff já começou e tende se ampliar no decorrer de 2014. Acusada midiática e justamente de ter derrubado o crescimento brasileiro e aumentado a inflação e a dívida interna, bagunçando as contas públicas, Dilma vai ser alvo de ataques diretos ao seu modelo nada eficiente de gestão em suas empresas símbolos do capimunismo no Brasil: a Petrobras e o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento e Social. Dilma corre até o risco de ser responsabilizada, judicialmente, por várias decisões que causaram, vem causando e devem causar ainda mais prejuízos aos investidores da Petrobras. Antes ser alçada pelo Presidente Lula para o trono do Palácio do Planalto, Dilma foi "presidente" do Conselho de Administração da Petrobras - cargo que já é ocupado pelo desgastado  Guido Mantega que já pode ser pintado como o gestor do fracasso econômico da própria presidente que tenta reeleição. Não sabemos a razão de Guido Mantega permanecer tanto anos frente a um Ministério sem um programa amplo de trabalho  (grifos meus).
Investidores da Petrobras - principalmente os internacionais - apostam que o governo não resiste a uma auditoria judicial, séria e independente, em vários negócios: nas refinarias Abreu Lima e Passadena, no Comperj, na Companha de Recuperação secundária (CRSec), na Petrobras International Finance Campany S.A (PFICO) e na Gemini (caso que agora surpreendentemente, aparece no noticiário que sempre o abafou. As fragilidades na Petrobras atingem mortamente Dilma, Mantega e Lula - padrinho do ex-presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, e de seu diretor financeiro Almir Barbassa (no cargo há três governos). Só a petralhada canalha e os petistas fanáticos fingem não perceber que o PTitanic já bateu no iceberg que irá afundá-lo a partir de outubro de 2014. A próxima traição programada contra o PT é o rompimento do pacto com o PMDB (partido que funciona igualzinho à rede Globo: sempre apoia quem está no governo).
O movimento do rompimento com o PT será comandado pelo vice-presidente Michel Temer (maçom que obedece ao que seus mestres britânicos da oligarquia transnacional ordenam) e pelo desesperado Sério Cabral Filho (que dará o troco ao "amigo" Lula por investir na candidatura do governo do Rio de Janeiro, o petista Lindberg Farias).O PT não resistirá a 2014. esta é a aposta dos agentes econômicos internacionais. E se o Brasil não vencer a Copa do Mundo da Fifa, a derrota programada será socialmente ainda mais desgastante para petistas e petralhas que, a partir de agora, devem investir na procura do bote salva-vidas no PTitanic. na língua dos controladores globalitários, " the games is over". - Edição do Alerta Total - http://www.alertatotal.net/  * lembre-se sempre: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Esta é uma comunicação oficial do Instituto Endireita Brasil. Reenvie este texto para todos de suas listas. Eu e o Brasil agradecemos.
Iracema Alves / jornalista cadeirante - por mim digitada em 08/01/2014 às 19:05 horas
Feliz 2014 para todos nossos leitores e amigos.