terça-feira, 17 de janeiro de 2017

 
 
 
 
 
 
Como você Pode Lidar Com a Negatividade em sua Vida
 
 
 
1  - Desista da necessidade de reclamar. Certifique-se de que você está assumindo a responsabilidade por seus sentimentos e humor. Não vá reclamar que a negatividade de outras pessoas está afetando você, porque só vai criar mais negatividade. Assuma a responsabilidade por seus pensamentos e sentimentos e veja o que você pode fazer para sentir-se melhor e mudar a situação existente. "Quem tem conhecimento limitado da natureza humana e busca a felicidade mudando tudo menos sua própria atitude, desperdiçará sua vida em esforços fúteis -Samuel Jonhson
 
2 - A similaridade atrai:  bem traz o bem, o mal traz o mal, e, queiramos ou não, nós vamos atrai em nossas vidas eventos, situações e pessoas que refletem nosso estado interno. Pergunte a si mesmo:"Como estou me sentindo? Estou feliz, animado, agradecido e calmo, ou estou ansioso, frustrado e julgando a todos?" Você pode achar que irradia miséria para o ambiente e que parte da energia negativa  que o rodeia é de fato, um reflexo de si mesmo.
 
3 - Não acredite em tudo o que você pensa: esta é definitivamente uma das coisas mais difíceis de aprender. Olhe atentamente para as pessoas negativas em sua vida. O que é sobre eles que você não gosta? O que te afeta tanto? É o que eles estão fazendo realmente que é ruim ou seu cérebro que está brincando com você? Lembre-se  de que o cérebro esta configurado para procurar problemas e se concentra nas qualidades negativas de outras pessoas.
Vai ser muito difícil conseguir que ele veja o lado positivo das coisas, mas isso não significa que não exista um.
 
4 - Foco: pergunte a si mesmo: "Estou pronto para encontrar o bem nessas pessoas? Sou capaz de ver boas qualidades?" Deixe que as respostas venham naturalmente e certifique-se de estar sendo honesto consigo mesmo. Se você sente que é inexistente e não vai mudar a maneira como você está olhando para as pessoas e situações, dê a si mesmo um tempo, porque nada acontece de um dia para outro. Você precisa ter paciência, porque nada acontece de um dia para outro. Você precisa ter paciência, e quando estiver pronto, você será capaz de dar esse passo. lembre-se. Todos nós temos o bem em nós. "É tão difícil quando eu PRECISO fazer algo é tão fácil quando em QUERO fazer".
Annie Gottlier.
 
5 - Não faça dos problemas dos outros SEUS problemas.
Certifique-se que você não está ''adotando" os problemas dos outros e tornando-se negativo por causa deles. se você quiser curar a negatividade, se sentir para baixo juntamente com a pessoas negativa não vai ajudar, isso só vai tornar a situação pior, validando o seu pensamento  e padrões comportamentais. Em vez disso, o foco precisa ser em soluções, não nos problemas. Ofereça isso e nada mais!
 
6 - Venha com Toda a sua Energia Positiva: não concentra-se na energia negativa  não pode cria energia positiva, e vice-versa também é verdadeira. Concentre-se em tornar-se feliz, o suficiente para que você tenha uma grande energia positiva, e você verá a negatividade encolhendo-se. lembre-se, a energia é contagiosa! Como colocar energia positiva? Concentre-se nas coisas que você gosta sobre as pessoas negativas, concentre-se nas coisas que você ama sobre si mesmo, a vida e o mundo ao seu redor. Pense nos entes queridos, nas coisas que fazem você feliz. dessa forma, você ira aumentar a energia positiva exponencialmente. Se você incorrer em energia negativa por pensar em coisas ruins, o oposto também é verdade, e você será capaz de 'despertar' esperançosamente seus colegas de trabalho. Você não pode se concentrar em ambos ao mesmo tempo, então escolha um - felicidade ou miséria.
 
7 - Seja Responsável: em vez de ser uma vítima e um juiz, você precisa assumir total responsabilidade por seus pensamentos e sentimentos, e ter uma abordagem diferente.
"Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma melhor compreensão de nós mesmos" Carl Jung.
Não desperdice seu tempo obcecado e pensando: " Estão arruinando a minha energia, fazendo-me miserável, a sua energia negativa está infectando a minha própria..." Em fez disso, diga a si mesmo: "Como posso usar isso para minha vantagem? Algo que eu estou fazendo e errado, como posso melhorar a situação e aumentar minha energia positiva para ser mais forte do que sua energia negativa? O que aprendo com isso?
 
8  -  Faça Parte da Mudança que Você gostaria de ver...o mundo não é nada mais do que um reflexo de quem somos. tente sempre buscar um sentimento de bem estar para você viver uma vida positiva, alegre, com amor, confiança e que busca felicidade. Não podemos mudar os outros, mas apenas a nós mesmos. Esta é a única maneira de mudar o mundo. Pense nisso dessa maneira: quando você está feliz, o mundo parece feliz, o céu fica belo e azul. Quando você está triste, o mundo parece triste também, o céu é cinza e indiferente, deixando-o sozinho para lidar com sua dor. Deixe tudo fluir com os eventos da vida, não resista. Viva em harmonia e seja a mudança que você deseja ver no mundo. "Nunca  subestime seu poder de mudar a si mesmo, nunca sobre estime seu poder de mudar os outros" Wayne W. Dyr
 
9 - Em Frente: lidar com a negatividade e tentar dar sempre o seu melhor para dissipar isso pode ser cansativo, e em algum momento, você tem que seguir em frente com sua vida de uma forma positiva. Encontre um caminho que lhe permita continuar com sua vida sem a negatividade dos outros, mas também, sem o arrependimento de deixar um ente querido ou amigo para trás (grifos meus) Deixe que ele saibam de seus sentimentos, faça-os compreender estar ao redor não está sendo agradável, e diminui lentamente seu contato. Se eles querem que você fique em suas vidas, eles  serão forçados a pelo menos fingirem que estão mais dispostos a positividade, e fingir é o primeiro passo para realmente tornar-se menos negativo. Quando mais agimos de uma determinada maneira mais acreditamos nela.
 
10 - Consciência e Aceitação: trabalhar na compreensão da inevitável dualidade da vida - aceitar o negativo com o bem. Não seja tão duro na negatividade das pessoas, não julgue-os ou elimine-os da sua vida no primeiro momento. Deixe-os ser, olhar e aceitar. lembre-se, seu mundo não é mais real do que um reflexo de quem você é. Não tente trazer todos para o seu próprio mundo, aceite que há pessoas diferentes e com diferentes pontos de vista. A parte mais difícil da aceitação é aceitar que, às vezes, algumas pessoas não podem ser mudadas. Sua negatividade é algo que eles vão defender até a última gota. Não porque lhes dá prazer, mas porque pensam que é uma parte natural de si mesmo. Mesmo que nunca seja tarde demais para tentar mudar esse ponto de vista, alguns nunca o farão. cabe a você aceitar a negatividade da pessoa e reagir em conformidade, ou tomar uma certa distância da pessoa e reagir em conformidade difícil quando é alguém que amamos
"Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com a escuridão dos outros" Carl Jung
 
 "È preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmo"
  Oscar Welle

Iracema Alves
Jornalista gestora  cadeirante
 
   
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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sábado, 14 de janeiro de 2017



 
 
 
"Relatório da ONU Aponta Falta de Controle Do Estado Sobre as Prisões"
 
 
 
Um novo relatório pata a prevenção de Torturas e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos e Degradantes (SPT) da Organização das Nações Unidas (ONU).  Um dos pontos levantados pelo documento é a dificuldade do Estado em manter o controle das unidades prisionais e a delegação de tarefas aos próprios detentos. O relatório teve como base visitas a 22 unidades, localizadas no Rio de janeiro, Manaus, recife e Brasília, e ocorridas entre 19 e 30 de outubro de 2015. O resultado do trabalho foi entregue às autoridades brasileiras no dia 26 de novembro de 2016, ou seja, o diagnóstico e as recomendações que constam no texto antecedem os fatos recentemente ocorridos em prisões na região norte do País. 
 
Pelos acordos internacionais firmados, o Brasil tem um prazo de seis meses para informar à ONU sobre ações tomadas relativas às recomendações feitas e responder às solicitações de dados.
 
PRISÕES: baseados em relatos, relatório traça um panorama geral das condições das prisões, citando a super lotação das unidades - a média de ocupação no Brasil é de 161% -, a ausência de condições e atendimento a necessidades básicas, os problemas nas prestações de serviço de saúde e as restrições a visitas, bem como a violência e a tortura. Além disso, o documento também faz referencias a relatos de abusos cometidos por forças policiais ocorridos fora das prisões. Em relação a isso, entre outras propostas o SPT recomenda a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.471 de 2012, que torna obrigatória a abertura de investigações em casos de morte ocasionada por agente público.
 
Na mesma linha, SPT, ao tratar da super ocupação das unidades, apoia o PT do Senado 554 de 2011, que instituiu, em casos de flagrante, o prazo máximo de 24 horas para que um preso flagrante seja levado pelo plenário da Casa e encaminhado para Câmara dos Deputados. A medida já existe em capitais brasileiras.
 
CRISE: Para especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato, a perda de controle do Estado sobre as unidades prisionais precisa ser entendida a partir justamente da super lotação. "O próprio diagnóstico da ONU traça essa correlação. Em locais em que as condições de vida são de penúria completa, de violação extrema, com falta de acesso a todos direitos de vida são de penúria extrema, com falta de acesso a todos direitos garantidos pela Lei, incluindo o grande espaço que há para a organização dos próprios presos", diz Viviane Calderón, advogada da Conecta. " Esse é o ponto central da questão: combater essa policia que já demonstrou fracassada, ao contrário do que foi anunciado pelo Governo
Federal, que é a construção de novos presídios".
 
A implementação de audiências de custodia, nesse sentido, ajudaria a combater o volume de pessoas detidas no Brasil. "O projeto de audiências de custodia  foi, durante muito tempo, uma luta das Organizações de Direitos Humanos e de alguns setores do próprio Estado", afirma Monique Cruz, pesquisadora a Justiça Global  na área de Violência Institucional e Segurança Pública. "Essas audiências tem sido aplicadas nas Capitais por uma iniciativa louvável do Conselho Nacional de Justiça. Se considerarmos que 40% da população prisional brasileira é formado por presos provisórios, essa medida tem grande potencial", completa Calderón.
 
MEDIDAS: Outras questões, entretanto, explicam a grave situação nos presídios brasileiros. A mais importante, na opinião de ambas, é a politica de drogas brasileira. "O  que se tem hoje no Brasil é uma escolha politica de ter uma taxa gigantesca de encarceramento por ano. O grade boom é decorrente da politica de drogas. A prisão deve se a última opção do Juiz, mas tem sido a primeira", diz Cruz. Calderón
complementa: "uma medida fundamental é uma revisão da politica de drogas. Ela é uma das maiores responsáveis pelo número de presos do Brasil, 64% das mulheres e 25% dos homens estão presos por crimes relacionados a drogas. O próprio relatório da ONU apoia que o Supremo Tribunal Federal decida pela inconstitucionalidade do crime de porte de drogas. Na prática, muitas pessoas que estão em presídios são usuários, não traficantes. 
 
O encaminhamento feminino é mencionado no documento das Nações Unidas. O relatório da SPT também aborda as condições de mulheres, jovens e LGBTs privados de liberdade. Para a ONU, sua situação ainda é pior. "Elas têm condições de vulnerabilidade ainda maior que os homens adultos" diz Calderón.
 
POBRES E NEGROS: pra Cruz, a chamada guerra as drogas se insere em um contexto de criminalização geral dos mais pobres. "Nós temos uma politica de drogas que colabora com uma guerra. A Lei de drogas brasileiras é voltada para a criminalização de pessoas pobres e negras. A figura do usuário só aplica às pessoas brancas de classe média; Não é possível identificar um só beneficio da atual politica de drogas, critica. A pesquisadora argumenta ainda que, mesmo quando avanços são implementados, ainda há seletividade na atuação judicial. O racismo é uma questão fundamental nesta questão. A Defensoria do Rio de Janeiro apontou que poucas negras têm 32% mais chances de permaneceram presas após audiências de custodia, afirma.
 
Para ela, a questão do encarceramento em massa esbarra na forma como o Judiciário atua em nosso País, e na necessidade de controle social e democrático sobre suas decisões. "Nós apresentamos um relatório em que há casos de e Mulheres Presas por conta do furto de fraldas em farmácias. O brasil tem 42% de presos provisórios, ou seja, pessoas que não foram condenadas e que, de alguma forma, já estão cumprindo pena. No Amazonas, esse número é ainda mais absurdo: 52%, aponta Cruz. Um dos meios de se avançar na questão prisional, segundo a pesquisadora, seria promover uma abertura democrática do Judiciário. "É um lugar branco, de homens ricos. Em função de que visão de mundo se usa poder? Se prende muito, uma parcela especifica da população", finaliza. Não existe nas cadeias em que  visitei (3): mulheres  gravidas e o  parto é realizado na cela sobre o colchonete. (Essas futuras mães receberam pequeno enxoval para agasalhas seus filhos. (grifos meus.)
 
Livre para Voar
 
 
 
 
 
 
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017




 
 
   " Os Quatros Dons das Pessoas Altamente Sensíveis"
 
 
 
 
Por que eu vejo coisas de forma diferente dos demais? Por que sofro mais que as outras pessoas? Por que encontro alívio na minha solidão? Por que sinto e vejo coisas que os outros não percebem? Quando se está em minoria, o primeiro sentimento é sentir-se em desvantagem e com medo. Fazer parte de 20% da população que se reconhece como altamente sensível não é uma desvantagem e nem o rotula como "diferente". É bem possível que, ao longo da sua vida e principalmente durante a sua infância, você tenha tido consciência desta distância emocional, e muitas vezes tenha lidado com a sensação de viver em uma bolha de alienação e solidão. A alta sensibilidade é um dom, uma ferramenta que lhe permite aprofundar e ter empatia com todas as coisas e pessoas. Poucas pessoas têm essa capacidade de aprendizagem de vida. Foi Elaine N. Aron que, ao início dos anos noventa ao investigar as personalidades introvertidas, explicou em detalhes as características que refletiam, uma realidade social: as pessoas altamente sensíveis são pensativas, empáticas e emocionalmente reativas.
 
Se este é seu caso, se você se identificou com as características  que a Dra. Aron publicou no seu livro "A pessoa altamente sensível," é importante saber que essa sensibilidade não é uma razão para se sentir estranho ou diferente. Pelo contrário, você deve se sentir estranho ou diferente. Pelo contrário, você deve se sentir feliz por ter recebido esses quatro dons.
 
1  - O Dom do Conhecimento Interior:
 
Desde a infância, a criança altamente sensível perceberá aspectos do seu dia a dia que lhe trarão uma mistura de sentimentos: angústia, contradição e muita curiosidade. Seus olhos captaram aspectos que os adultos nem percebem. Aquele olhar de frustração de seus professores, a expressão preocupada de sua mãe... Ser capaz de perceber as coisas que outras crianças não veem lhes ensinará desde cedo que, às vezes, a vida é difícil e contraditória. É uma criança precoce que percebe o mundo sem a maturidade suficiente para entender as emoções. O conhecimento das emoções é uma arma poderosa. Nos faz entender melhor as pessoas, mas também nos torna mais vulneráveis à dor e ao comportamento dos demais. A sensibilidade é uma luz resplandecente, mas sempre ouviremos comentários do tipo: "você leva tudo muito a sério" ou então "você é muito sensível." Você é o que é. Um presente exige grande responsabilidade, mas sempre ouviremos comentários do tipo: "você leva tudo muito a sério", ou então "você é muito sensível." Você é o que é. Um presente exige grande responsabilidade, o seu conhecimento sobre as emoções exige cuidados e proteção.
 
2  - O Don de Desfrutar da Solidão
 
As pessoas encontram prazer em seus momentos de solidão. São pessoas criativas que gostam de música, leitura, hobbies...Isso não significa que não gostem de companhia dos outros, mas sim que também se sintam felizes sozinhas. Elas não têm medo da solidão. É nesses momentos que conseguem se conectar com eles mesmos, com os seus pensamentos, livres de apegos e olhares curiosos.
 
3 - O DOM DE VIVER COM O CORAÇÃO.
 
As pessoas altamente sensíveis vivem através do coração. Vivem intensamente o amor, a amizade e sentem muito prazer com os pequenos gestos do cotidiano. Elas são frequentemente associadas ao sofrimento pela sua tendência a desenvolver depressão, tristeza e vulnerabilidade frente ao comportamento das pessoas. No entanto, vivem o amor com muita intensidade. Não estamos falando somente dos relacionamentos afetivos, mas da amizade, dos carinhos do dia a dia, da beleza de uma pintura, de uma paisagem ou uma música especial. Tudo é vivenciado com muita intensidade pela pessoa altamente sensível.
 
4 - O DOM DO CRESCIMENTO INTERIOR
 
A alta sensibilidade não pode ser curada. A pessoa já nasce com essa característica e esse dom se manifesta desde criança. Suas perguntas, sua intuição, o seu desconforto com luzes ou cheiros fortes e a sua vulnerabilidade emocional já demonstram a sua sensibilidade exagerada, Não é fácil viver com esse dom. No entanto, se você reconhece que é altamente sensível, deve aprender a administrar essa sensibilidade. Não deixe que as emoções negativas o desestabilize e o façam sofrer. Perceba que outros têm um ritmo diferente do seu. Muitas vezes eles não vivem as emoções tão intensamente quanto você. isso não significa que o amem menos; é somente uma forma diferente de vivenciar as emoções. tente entende-los  e respeitá-los. Conheça a si mesmo e as suas habilidades; encontre o seu equilíbrio e promova o seu crescimento pessoal. Você é único e vive a partir do coração. Fique em Paz, viva em segurança e seja muito feliz.
 
 
Autor Desconhecido
 
Redatora do Blog Colaboração de Chico Xavier e Emmanuel
 
Iracema Alves Fainascky 
Jornalista gestora cadeirante.              
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
     
     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017






"Não Devemos Sofrer Por Antecipação - Augusto Cury"




Augusto Cury estuda o cérebro humano há mais de 30 anos. Desde o final dos anos 1990, escreve livros relacionados a seus conhecimentos sobre a memória e construção do pensamento - misturados com uma boa dose de análise e comportamento. Em Entrevista a ÉPOCA, Cury dá dicas de como lidar com as ansiedades do ano novo. Confira aqui um trecho da entrevista:
 
Palavras de Augusto Cury: 
 
"As pessoas estão sempre sofrendo por antecipação. O pensamento rápido demais e sem gerenciamento, que atinge qualquer um, de crianças a idosos, alunos e professores profissionais liberais  empresários. Os melhores profissionais de uma empresa fazem velório antes do tempo. Esse tipo de profissional é ótimo para suas empresas, mas carrasco de si mesmo. Sofrem pelo futuro de maneira dramática". Trenar seu eu e dar um choque de lucidez em cada pensamento perturbador. Isso é um treino diário. Como já disse para magistrados, inclusive numa palestra no STF (Supremo Tribunal Federal) temos que impugnar cada ideia, cada sofrimento por antecipação, para não registar a experiência ruim e não empulhar nossa memória com dado inúteis. Devemos pensar no futuro apenas para traçar metas. Não devemos sofrer por antecipação. Não podemos dispensar o presente, único momento que temos para ser estáveis e felizes".
 
Síndrome do Pensamento Acelerado
"Essa síndrome diz respeito à construção do pensamento. Quando pensamos rápido demais ou em excessos, violamos o que deveria ser inviolável: o ritmo da formação de pensamentos. Isso gera consequências seríssimas para a saúde emocional, como a ansiedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% sofrem por depressão. A ansiedade provavelmente é sentida por 80% de crianças e idosos. Pensar é bom, pensar com consciência crítica é ótimo, mas pensar excessivamente e sem gerenciamento é uma bomba para a saúde psíquica, para o desenvolvimento de uma mente livre e criativa. Toda vez que hiperaceleramos os pensamentos, a emoção perde em qualidade, estabilidade e profundidade. São necessários cada vez mais estímulos, aplausos, reconhecimentos para sentirmos migalhas de prazer". 
 
Quais são os Sintomas Dessa Doença?
 
"Os clássicos são acordar cansados, ter dores de cabeça e musculares, transtornos do sono e déficit de memória. Em casos mais agudos, as pessoas se aborrecem com a lentidão alheia. Ficam irritadas quando o computador demora a ligar. Ou não conseguem lidar com pessoas mais lentas do que elas. Não são capazes de parar e contemplar a paisagem, a natureza, uma flor. Não param, na varanda para jogar conversa fora".
 
Criança Também têm pensamento  Acelerado?
 
"Nos as submetemos a um trabalho intelectual escravo cada vez mais cedo. Estamos comentando o assassinato coletivo da infância. Isso acontece em todas as sociedades modernas. Ficamos estarrecidos com armas químicas,  destruição em massa, mas não nos chocamos com o assassinato da infância. Os Ministérios da Educação de todo o mundo estão errados ao avaliar os alunos pela assertividade de dados na prova. Se quisermos formar pensadores, devemos avaliar também a capacidade de cooperação, de debater ideias, o altruísmo, a capacidade de pensar antes de reagir, de se colocar no lugar dos outros. São esses elementos que determinarão a qualificação  desses alunos e futuros profissionais. Mas a educação está pautada por bombardear a memoria  dos alunos com excesso de informações, em detrimento do pensamento crítico, de aprender a ser autor de sua própria história. os executivos do mundo inteiro são contratados por suas competências técnicas, mais de 80% deles são demitidos por falta de habilidades comportamentais".
 
Pensar Rápido tem Alguma Vantagem?
 
"Não tem como não ser hiperpresente do jeito como vivemos hoje. Somos bombardeados com informações, e o registro na memória é involuntário. Nos computadores somos deuses, arquivamos o que queremos, quando queremos. Em nosso córtex cerebral não tem jeito, os registros acontecem sem nossa vontade. Uma criança de 7 anos hoje provavelmente tem mais informações que o Imperador de Roma, no auge de Roma. O problema são os dados empulhados, que não são usados como conhecimento, o conhecimento que não é usado como conhecimento, não é usado como experiência, e a experiência que não é usada como as funções complexas da inteligência: pensar antes de reagir, colocar-se no lugar do outro, ser resiliente, saber gerenciar o pensamento".     
 
"Desejo que você seja um grande sonhador e que, entre seus sonhos, sonhe em ter um caso de amor com sua qualidade de vida. Caso contrário, terá uma dívida enorme com sua saúde emocional e com uma mente livre. Saiba que os melhores seres   humanos já traíram: traíram seus dias de semanas, seu sono, seu descanso. Traíram o tempo com as pessoas que mais amam. Desacelere! que neste livro você aprenda a gerenciar seus pensamentos e proteger sua emoção. Pois por mais forte que seja, você é um simples mortal...(Sua Obra está na minha mesa há seis meses) grifos meus
Obrigada por existir"!
 
Cordialmente grata
Iracema Alves gestora cadeirante
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017





                          O Estado é o Responsável



A  segunda tragédia em apenas cinco dia - desta vez em Boa Vista, Roraima - coloca o País, de novo chocado com a barbárie, diante da dura realidade do descontrole do sistema penitenciário e da repetição, sabe lá até quando,  de episódios como esses. E também da inescapável conclusão de que se chegou  a essa situação calamitosa por culpa do Estado - em todos os seus níveis  -,  que nas últimas décadas simplesmente abandonou esse setor da maior importância da segurança pública. É a hora de acertar as contas desse erro colossal e ela, já se viu, será pesada.
 
Durante rebelião que começou na madrugada de sexta feira, na Penitenciária Agrícola  de Monte Cristo (PAME), 33 presos  foram barbaramente assassinados - a maioria decapitada, esquartejada ou teve o coração arrancado - ao que tudo indica num ato de vingança do primeiro Comando  da Capital (PCC)  contra a Família do Norte (FDN) por tratamento idêntico contra ele dado por essa organização criminosa dias atrás no Complexo Penitenciário  Anísio Jobim (Compaq), em Manaus. Tal como já fizera no caso do Compaq, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, insiste em minimizar, não se sabe por que motivo, a importância  da disputa entre essas facções criminosas nesses episódios.
 
E na mesma direção foi o secretário de Justiça de Roraima, Usiel Castro, para quem os mortos não tinham relação com o crime organizado. "Todos (os que estavam naquela prisão)eram do PCC", disse o ministro , como se o PCC agora estivesse matando, e com tais requintes macabros, seus próprios membros. Acredite quem quiser. A essas altura, as opiniões do ministro a respeito deste aspecto da questão parece já não contar muito. O importante é entender as causas do que se passa. Entre as causas imediatas merece destaque a pouca ou nenhuma atenção dada pelas autoridades locais a um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CBJ), divulgado em 2014, alertando para o perigo  representado pelo que classificou de "péssimas " condições da Pasme, que tem capacidade para 750 detentos, mas abrigava 1.308.
 
Mas a raiz do problema - Manaus, em Boa Vista e aos presídios de todo o País -, do qual decorre todo resto, é o descaso com que o poder público há muito vem tratando as prisões. Superlotadas, porque não  se investe - ou se investe pouco - na construção e novas unidade, a situação nas prisões se deteriora a cada dia. na base do surgimento Vermelho (CV), no Rio, que se espalharam pelo País, e de grupos locais como a FDN - que hoje domina a maioria dos presídios e controlam boa parte do tráfico e droga - estão as condições degradantes em que vivem os presos.  O poder público abandonou o sistema penitenciário, porque os governantes que nele investir não dá votos. Foram o que fizeram tantos, os Estados, aos quais cabe cuidar prisões, como a União, à qual cabe um papel complementar.
 
E os prefeitos também deram sua contribuição, porque sempre reagem com hostilidade  à poucas e tímidas tentativas  feitas para a construção de penitenciaria  em seus municípios. Ao mesmo tempo eles buscaram aumentar o número de detenções, para dar satisfação à opinião pública, alarmada com o crescimento da criminalidade. O que seria positivo, se ao mesmo tempo construíssem  novas prisões. Como não o fizeram, agravou-se tanto o problema das prisões como o da criminalidade. Reparar esse erro acumulado em décadas não será fácil. Mas, como não se pode aceitar a continuação da barbárie e a explosão do sistema penitenciário   com os riscos previsíveis -,  não há mais como fugir à necessidade de restabelecer imediatamente a ordem nas prisões, com a intervenção da policia, começar a investir pesadamente nelas. O Judiciário  tem também sua contribuição a dar, pois é sabido que boa parte da população carcerária  é formada por presos há muito tempo sem julgamento ou penas já cumpridas, em ambos os casos de forma irregular. A solução desse problema representaria um alivio imediato da maior importância
 
O Diretor do Presidio deveria nomear Professores (as), Assistentes Sociais, Psicólogas, Médicos, Enfermeiros (as) para no mínimo, a cada 6 nesses os prisioneiros fazer exame do HV 
 
Editor responsável:  Antonio José Pereira   ( nosso código de assinante: 11707289)
 
Iracema Alves
Jornalista e gestora cadeirante 
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

        o PCC

domingo, 8 de janeiro de 2017







                            A Estrutura Constitucional do Brasil



Massacres como os ocorridos em Manaus (AM) no primeiro dia do ano e, mais recentemente, na Penitenciaria Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista (RR) - desdobramento da guerra entre quadrilhas pelo controle do tráfico de drogas no Brasil -. embora não sejam surpreendentes  pela ocorrência, são capazes de provocar reações de choques nos cidadãos pelo barbarismo dos métodos empregados na carnificina. Tudo ganha dimensão ainda mais dramática  em tempos de compartilhamento de informações quase instantaneamente por intermédio de aplicativos para telefones celulares. O horror, outrora fruto da narrativa descritiva, hoje e amplificado pela crueza das imagens.
 
A perplexidade inicial sucede a indignação pela absoluta sensação de abandono pelo Estado de uma das mais prementes questões  do povo brasileiro a segurança pública.
Diante do descalabro que se observa na gestão do tema, é natural que a sociedade brasileira - exausta de tanto desamparo,  mede e insegurança nas ruas - exija respostas à altura das afrontas à Paz Social e ao Estado Democrático de Direito.  Mais do que eu isso, espera de todas as esferas de governo a apresentação de medidas concretas que possam pôr fim a uma sucessão de barbáries  que, de não persistentes, poderiam passar a entregar o calendário nacional. A resposta oferecida de imediato pelas autoridades é insuficiente.
 
O Plano Nacional de Segurança (PNS) tal como apresentado pelo governo Federal em resposta aos anseios da sociedade, não passa de um enunciado de boas intenções. E mais do que isso não haveria de ser. A Constituição da  República consagra o federalismo como principio, conferindo à União, aos Estados e aos Municípios um conjunto de responsabilidades que  embora não dê às entidades federadas autonomia absoluta, a elas atribui um conjunto de responsabilidades específicas. A gestão de segurança pública  é uma atribuição dos Estados. O governo Federal, como representação da União, pode, no máximo - como diz o tal plano -, atuar como coordenador de um pacto federativo em torno de ações que visam à implementação de medidas conjuntas por todas as 27 Unidades da Federação, entre elas, a redução dos homicídios dolosos e crimes contra
as mulheres.
 
O combate integrado à criminalidade - envolvendo, inclusive,  a parceria com outras Nações vizinhas - e a racionalização e modernização do sistema penitenciário. A coordenação das medidas, no entanto, não representa uma garantia de sua implementação e tampouco de sua eficiência. Por exemplo: basta os cidadãos de um Município oporem-se - por meio de seus representantes eleitos - à construção e um Presidio Federal na cidade para que ali a unidade prisional não seja construída. Basta, também, que qualquer policia local  não dê às diretrizes do coordenador do plano a atenção devida para que o conjunto de obra fique  comprometido. No momento mesmo em que a criminalidade adquire uma dimensão transnacional, a ordem constitucional brasileira confere à vontade local o poder de travar toda e qualquer iniciativa que lhe aprouver  no tocante à segurança pública. 

Neste sentido "um plano Nacional" de segurança é uma impossibilidade jurídica  e fática. Para que se viabilize como tal, seria necessária uma profunda reforma constitucional que conferisse à União  de adotar as medidas nessa matéria. Essa é uma mudança que no "Congresso Nacional cabe discutir com seriedade. Se a União discutir detém  os recursos para viabilizar as ações de segurança nos Estados, a atribuição de implementá-las não pode ser prerrogativa exclusiva destes. O arcabouço Constitucional, neste e em outros aspectos, já não parece atender à realidade social, tanto do País como aquela decorrente de suas inserções no mundo integrado. Qualquer discussão mais profunda a respeito de segurança pública, passa necessariamente, pela reformulação do ordenamento jurídico de maneira de modernizar o sistema  dar aos Estados os meios de enfrentamento à altura dos desafios da criminalidade moderna se lhe impõe.

Isso é mais que aumentar ou reduzir penas para aplacar o  clamor público. E repensar, com seriedade e profundidade, a estrutura constitucional do Brasil.

"A tranquilidade pública só será alcançada quando os industriais forem encarregados de dirigir a administração da Fortuna Pública"  Meditem a respeito.
 
Iracema Alves
Jornalista gestora cadeirante